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Caule
Em botânica, chama-se caule ao órgão das plantas vasculares que serve fundamentalmente como suporte das folhas, flores e frutos e para transportar das raízes para os órgãos aéreos da planta os nutrientes, gases e substâncias orgânicas necessárias para a sua subsistência.
Crescimento do caule
O caule desenvolve-se, durante a germinação da semente, a partir dum tecido embriónico chamado hipocótilo. O crescimento do hipocótilo leva os cotilédones, a plúmula (precursora das primeiras folhas) e o meristema apical a sairem do tegumento para formarem a nova planta.
As células do hipocótilo diferenciam-se:
- as da superfície, em células da epiderme;
- as da camada imediatamente interior, em colênquima, células com parede celular mais espessa, que fornecem suporte ao novo caule;
- as do interior, em parênquima.
O meristema apical, para além de assegurar o crescimento vertical do caule, preside à formação do xilema e floema primários, os tecidos de transporte dos líquidos, que também contribuem para o suporte do caule.
Nas espécies de plantas com crescimento secundário, formam-se meristemas secundários, o câmbio vascular e o câmbio cortical) que irão formar novos tecidos (respectivamente, o lenho e o córtex, transformando o caule num tronco.
Muitas vezes, o caule ramifica-se a partir de gomos axilares, ficando os ramos com a mesma estrutura do caule principals.
Estrutura do caule
O caule das plantas vasculares completamente desenvolvido é um corpo sub-cilíndrico formado por camadas sucessivas de diferentes tecidos:
- o córtex formado pela epiderme (nas plantas jovens) e pelo parênquima cortical; ou
- o súber nas plantas com crescimento secundário;
- o câmbio cortical (apenas nas plantas com crescimento secundário);
- o floema;
- o câmbio vascular (apenas nas plantas com com crescimento secundário);
- o xilema que, nas plantas com crescimento secundário, forma o lenho; e
- a medula, a camada parênquimatosa central (que, nas plantas com crescimento secundário, pode ter desaparecido).
Categoria:Botânica
Botânica
Botânica é o estudo científico da vida das plantas, fungos e algas. Como um campo da biologia, é também muitas vezes referenciado como a Ciência das Plantas ou Biologia Vegetal. A Botânica abrange uma miríade de disciplinas científicas que estudam crescimento, reprodução, metabolismo, desenvolvimento, doenças e evolução da vida das plantas.
Plantas, também chamadas de Embriófitas, são seres vivos fotossintetizantes que possuem embriões multicelulares envolvidos por material materno e estágio sexuado em alguma parte do ciclo de vida. Distintas dos demais seres vivos por seu ciclo de vida mais que pela fotossíntese (algumas espécies são heterotróficas secundárias, sem pigmentos verdes). Adaptadas basicamente para a vida na terra. Composta de dois grupos informais: avasculares e vasculares, sendo o último subdividido em plantas sem e com sementes. As plantas com sementes podem ainda formar ou não flores. Todas as células das plantas possuem plastídeos que quando expostos à luz podem converter-se em cloroplastos.
As algas não são plantas basicamente por dois motivos: não possuem embriões multicelulares nem diferenciação verdadeira de tecidos. São organismos fotossintetizantes uni ou multicelulares com clorofila A e B e amido como substância de reserva. Paredes celulares formadas por polissacarídedos, algumas vezes celulose. Células móveis com 2 flagelos apicais. Maioria aquática, também terrícolas, rupícolas e diversos ambientes.
Os fungos, por sua vez, são organismos Heterotróficos.
O reino Plantae é dividido em divisões (Usa-se o termo "divisão" ao invés do termo "filo" nos animais).
- Marchantiophyta
- Anthocerophyta
- Bryophyta
- Lycophyta
- Psilophyta
- Sphenophyta
- Pterophyta
- Cycadophyta
- Ginkgophyta
- Gnetophyta
- Coniferophyta, Gimnospermas
- Anthophyta, Plantas com flores
- Liliopsida, Monocotiledôneas
- Magnoliopsida, Dicotiledôneas
Destas, as mais conhecidas entre as pessoas comuns são Bryophyta (musgos), Pterophyta (samambaias), Coniferophyta (gimnospermas), que são plantas coníferas, e Anthophyta (angiospermas), que são plantas com flores. Angiospermas são divididas em dois grupos, Dicotiledôneas e Monocotiledôneas. Dicotiledôneas têm dois cotilédones (folhas embrionárias), enquanto as monocotiledôneas têm apenas um cotilédone.
Os nomes "Pinophyta" e "Magnoliophyta" são usados frequentemente para "Coniferophyta" e "Anthophyta". Do mesmo modo, as monocotiledôneas e docotiledôneas são chamadas "Liliopsida" and "Magnoliopsida" respectivamente.
Foco e Motivação da Botânica
Como outras formas de vida na Biologia, a vida das plantas pode ser estudada em uma variedade de níveis, do molecular, genético e bioquímico através de organelas, células, tecidos e a biodiversidade de plantas inteiras. No topo desta escala, plantas podem ser estudadas em populaçoes, comunidades e ecossistemas (como em ecologia). Em cada um destes níveis um botânico pode se dedicar à classificação (taxonomia), estrutura (anatomia) ou função (fisiologia) da vida vegetal.
Historicamente, botânicos estudavam todos os organismos não geralmente considerados como animais. Algumas destes organismos "semelhantes a plantas" incluem: fungos (estudados em Micologia); bactérias e vírus (estudados em Microbiologia); e algas (estudadas em Ficologia). A maior parte das algas, fungos e micróbios não são mais considerados como membros do Reino Vegetal. Entretanto, atenção ainda é dada a estes por botânicos; e bactérias, fungos, e algas são usualmente mencionados, ainda que superficialmente, em cursos de botânica.
Então por que estudar plantas? Plantas são fundamentais para a vida na Terra. Elas geram oxigênio, alimento, fibras, combustíveis e remédios que permitem aos humanos e outras formas de vida existir. Enquanto realizam tudo isso, plantas ainda absorvem dióxido de carbono, um importante gás do efeito estufa, através da fotossíntese. Uma boa compreensão das plantas é crucial para o futuro de nossa sociedade, já que nos permite:
- Alimentar o mundo
- Entender processos fundamentais
- Utilizar remédios e materiais
- Entender mudanças ambientais
Alimentar o Mundo
Virtualmente todo alimento que consumimos provêm das plantas, tanto diretamente de frutas, verduras e legumes, como indiretamente através do gado que comemos, que por sua vez dependem de plantas para se alimentar. Em outras palavras, plantas são a base de quase todas as teias alimentares, ou o que os ecólogos chamam de nível trófico. Compreender como as plantas produzem o alimento que comemos é, portanto, importante para sermos capazes de aimentar o mundo e fornecer segurança alimentar para as futuras gerações, como exemplo através do cruzamento entre plantas. Nem todas as plantas são benéficas aos humanos, e plantas daninhas são um problema considerável para a agricultura, e a botânica fornece o conhecimento básico para compreender como minimizar seu impacto.
Entendendo Processos Fundamentais
Plantas são organismo convenientes nos quais os processos fundamentais (como divisão celular e síntese de proteínas, por exemplo) podem ser estudadas, sem o dilema ético destes estudos em animais ou humanos. As leis de herança genética foram descobertas desta maneira por Gregor Mendel que estava estudando a maneira pela qual a forma das ervilhas era herdada. O que Mendel aprendeu estudando plantas teve um alcance muito além da botânica.
Mais recentemente, Barbara McMlintock descobriu "genes saltitantes" ao estudar milho. Embora ela não fosse uma botânica "clássica", seu trabalho demonstra a crescente relevância do estudo de plantas para o entendimento de processos biológicos fundamentais.
Utilizando Remédios e Materiais
Muitas drogas, medicinais ou não, vêm do Reino Vegetal. Aspirina, originalmente era extraída da casca de salgueiros, é um exemplo. Podem haver curas para uma grande variedade de doenças fornecidas por vegetais esperando para serem descobertas. Estimulantes populares como café, chocolate, tabaco e chá também têm origem em plantas. A maior parte das bebidas alcoólicas são obtidas da fermentação de plantas, como lúpulo e uvas.
Plantas também nos fornecem muitos materiais naturais: algodão, madeira, papel, linho, óleos vegetais, alguns tipos de cordas e borracha são apenas alguns exemplos. A produção de seda não seria possível sem o cultivo de amoreiras. Canas-de-açúcar e outras plantas têm sido recentemente utilizadas como biocombustíveis, importantes como alternativa aos combustíveis fósseis.
Este é apenas um punhado de exemplos de como a vida vegetal fornece à humanidade remédios e materiais importantes.
Entendendo Mudanças Ambientais
Plantas podem também auxiliar na compreensão de mudanças ambientais de muitas maneiras.
Compreender a destruição dos habitates e a extinção das espécie depende de um acurado e completo inventário de plantas providenciado pela sistemática e taxonomia.
Respostas das plantas à radiação ultravioleta pode nos ajudar a monitorar problemas, como o buraco na camada de ozônio.
Análise de pólen depositado pelas plantas milhares de anos atrás podem ajudar cientistas a reconstruir climas do passado e predizer os do futuro, uma parte essencial da pesquisa sobre mudanças climáticas.
Líquens, sensíveis às condições atmosféricas, têm sido extensivamente usados como indicadores de poluição.
Então, de muitas maneiras, plantas podem agir um pouco como "canário de mineiro", um antigo sistema de alarme, nos alertando de importantes mudanças no meio ambiente. Acrescentando a essas razões práticas e científicas, plantas são extremamente valiosas como recreação a milhões de pessoas que apreciam jardinagem, horticultura e culinária todos os dias. Botânicos também argumentam que a botânica é um tópico fascinante e recompensador por si só.
Historia da botânica
Botânica Antiga
Entre os primeiros estudos botânicos, escritos por volta de 300 AC, estão dois grandes tratados de Teofrasto: "Sobre a História das Plantas" (Historia Plantarum) e "Sobre as Causas das Plantas". Juntos, estes livros constituem-se na contribuição mais importante à ciência botânica durante a antigüidade e a Idade Média. O médico e escritor romano Dioscórides, fornece importantes evidências sobre o conhecimento das plantas entre os gregos e romanos.
Em 1665, usando um microscópio primitivo, Robert Hooke descobriu células em cortiça; pouco tempo depois em tecidos vegetais vivos. O alemão Leonhart Fuchs, o suíço Conrad Gessner, e os autores britânicos Nicholas Culpeper e John Gerard, publicaram herbais (livros sobre ervas) com informações de usos das plantas.
Botânica Moderna
Uma quantidade considerável de conhecimento é gerada hoje em dia do estudo de plantas "modelo", como Arabidopsis thaliana. Esta mostarda ruderal foi uma das primeiras plantas a ter seu genoma seqüenciado. Outras mais comercialmente importantes como arroz, trigo, milho e soja estão tendo seu genoma seqüenciado, embora algumas delas sejam mais desafiadoras por possuírem mais de uma cópia de seus cromossomos, uma condição conhecida como poliploidia. A alga verde unicelular Chlamydomonas reinhardtii é outro organismo modelo que tem sido extensivamente estudado e fornece importantes informações sobre a biologia celular.
Assuntos relacionados
- Árvores
- Frutos
- Ervas
- Folhas
- Hortaliças
Veja também
- Lista de Botânicos
- Lista de Jardins Botânicos
- kimjongilia
- Plantas do Brasil
Botânicos e Naturalistas
- Alexandre Rodrigues Ferreira
- Harri Lorenzi
- Roldão de Siqueira Fontes
Categoria:Divisões da Biologia
-
ja:植物学
ko:식물학
simple:Botany
th:พฤกษศาสตร์
Plantas vasculares
As plantas vasculares (divisão Tracheophyta ou Tracheobionta)) são as plantas com tecidos especializados - o xilema e o floema - para o transporte de água e seiva que alimentam as suas células. Pertencem a esta divisão o grupo das Pteridófitas e as Espermatófitas.
Para além desta característica única, nas plantas vasculares o esporófito é a geração que tem a forma das plantas que estamos habituados a ver, enquanto que o gametófito é uma fase temporária: nas Pteridófitas, consiste num pequeno protalo..., enquanto que nas Espermatófitas, o gametófito encontra-se nas flores das angiospérmicas ou nos cones ou pinhas das gimnospérmicas.
- alternância de gerações
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/plants/plantaesy.html Univ.California, Berkeley Plantas]
Categoria:Botânica
ko:관다발식물
Folha (botânica)
Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e nas trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e a respiração. Com raras excepções, em geral associadas a plantas de climas áridos, as folhas tendem a maximizar a superfície em relação ao volume, por forma a aumentar quer a área da planta exposta à luz, quer a área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera.
Espécies diferentes de plantas têm folhas diferentes, e existem vários tipos especializados de folhas, com fins diferentes dos das folhas comuns, como por exemplo as pétalas das flores.
Este artigo concentra-se nas folha das plantas vasculares - as únicas que possuem "verdadeiras" folhas; as restantes plantas verdes, como os musgos ou as cavalinhas, possuem órgãos equivalentes, mas com estrutura e, por vezes, denominações diferentes.
Anatomia das folhas das plantas vasculares
Do ponto de vista da histologia, ou seja, dos tecidos e outras formações da folha, este órgão é formado por:
- epiderme e
- mesófilo
A epiderme é uma camada de células transparentes muitas vezes recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração; nas plantas de climas áridos, a cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma consistência coriácea.
As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efectuadas principalmente através de pequenos orifícios na epiderme chamados estomas, que são formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura - ou fechá-la, por exemplo, para reduzir a transpiração. Os estomas são geralmente mais numerosos na página inferior da folha.
Muitas plantas apresentam ainda na epiderme (não só das folhas, mas também do caule ou das flores) apêndices formados por tricomas, ou seja "cabelos" que podem ser uni- ou multicelulares e podem ter origem não apenas na epiderme, mas noutros tecidos da folha. O conjunto destes apêndices chama-se indumento. Algumas destas estruturas podem ter funções especiais, como por exemplo, a produção de compostos químicos que podem servir para proteger a planta contra os animais ou para os atrair (por exemplo, para a polinização).
O interior da folha - mesófilo - é formado por parênquima, um tecido de células semelhantes e muito permeáveis que possuem normalmente grande quantidade de cloroplastos, caso em que o tecido passa a chamar-se clorênquima. A função principal deste tecido é realizar a fotossíntese e produzir as substâncias nutritivas que permitem a vida da planta. Mas este tecido pode também possuir células especializadas na reserva de água ou outros fluídos - folhas carnudas, como as das Crassuláceas.
O mesófilo pode estar diferenciado em dois tipos diferentes de parênquima:
- o tecido em paliçada, formado por células alongadas e dispostas transversalmente à superfície da folha, para lhe dar consistência; e
- o tecido esponjoso, formado por células mais arredondadas.
Os canais dos estomas atravessam a paliçada e terminam no tecido esponjoso.
A cor das folhas pode variar, de acordo com os pigmentos existentes nas suas células. Estas diferentes colorações podem ser carcterísticas da própria espécie ou ser causadas por virus ou ainda por deficiências nutritivas. No climas temperados e boreais, as folhas de muitas espécies podem mudar de coloração com as estações do ano e soltar-se (morrer) - folhas caducas ou decíduas - na época em que existe menos luz e em que a temperatura é baixa; a planta sem folhas irá passar o inverno num estado de metabolismo reduzido, alimentando-se das reservas nutritivas que tiver acumulado.
No interior das folhas das plantas vasculares existem ainda nervuras onde se encontram os canais por onde circula a seiva - os tecidos vasculares, o xilema e o floema.
Forma das folhas das plantas vasculares
floema
A forma das folhas é geralmente característica das espécies, embora com grandes variações. As formas típicas de folha das plantas vasculares são:
- arredondada ou sub-circular
- ovada ou obovada (quando a parte mais estreita se encontra perto do pecíolo ou da baínha);
- lanceolada - em forma de lança;
- acicular - em forma de agulha;
- alongada - como as folhas das gramíneas ou capins.
A forma da margem também mostra algumas variantes:
- lisa;
- dentada (como as folhas das roseiras;
- crenada (o oposto de dentada);
- lobada (dividida em lobos);
- fendida (como as folhas do sobreiro; ou
- partida ou "secta" (em que a divisão do limbo chega até à nervura central.
A lâmina das folhas também pode encontrar-se dividida em pinas ou pínulas subiguais - folhas compostas ou recompostas, como são os casos das folhas (frondes) dos fetos ou das palmeiras. Nestes casos também se usa a notação:
- 1-pinada - sem divisões ou folha inteira;
- 2-pinada - dividida em pinas, como no Polipódio;
- 3-pinada (igual a "recomposta"); etc.
Nestes casos, o eixo da folha, ou seja, a nervura central pode ser mais grossa, formando um ráquis.
As folhas compostas também podem ser palmiformes, quando as pinas saem todas do mesmo pecíolo (como na mandioca).
Formas de inserção das folhas das plantas vasculares
Em termos da sua inserção no caule, as folhas podem ser:
- alternadas;
- opostas (duas folhas saindo do mesmo nó);
- verticiladas (várias folhas saindo do mesmo nó ou verticilo);
- em roseta (várias folhas saindo da extremidade dum caule, como na Gerbera).
Agulhas de pinheiro
Agulhas de pinheiro
Adaptações especiais das folhas
Algumas plantas, como os cactos, têm as folhas transformadas em espinhos; são os caules, carnudos e achatados, que exercem a função fotossintética.
As folhas dos caules subterrâneos, como na cebola, podem estar transformados em órgãos de reserva de nutrientes.
O caso mais extremo parece ser das plantas carnívoras, em que a folha está transformada numa armadilha, como se de um predador se tratasse.
Categoria:Botânica
ja:葉
ko:잎
th:ใบไม้
FlúorO flúor é um elemento químico, símbolo F, de número atômico 9 ( 9 prótons e 9 elétrons ) de massa atómica 11 u, situado no grupo dos halogênios ( grupo 17 ou 7A ) da tabela periódica dos elementos.
É um gás a temperatura ambiente, de coloração amarelo-pálido, formado por moléculas diatômicas F2. É o mais eletronegativo e reativo de todos os elementos. Na forma pura é altamente perigoso, causando graves queimaduras químicas em contato com a pele.
História
O flúor (do latim fluere = "fluir") formando parte do mineral fluorita, CaF2, foi descrito em 1529 por Georgius Agricola por seu uso como fundente, empregado para reduzir os pontos de fusão de metais ou minerais. Em 1670 Schwandhard observou que era possível gravar o vidro quando exposto a fluorita que havia sido tratada com ácido. Posteriormente, Carl Wilhelm Scheele , Humphry Davy , Gay-Lussac , Antoine Lavoisier e Louis Thenard, realizaram experimentos com o ácido fluorídrico. Alguns destes experimentos acabaram em tragédia.
O fluor foi descoberto em 1771 por Carl Wilhelm Scheele; entretanto, devido à sua elevada reatividade, não se conseguiu isolá-lo porque, quando separado de algum composto, imediatamente reagia com outras substâncias. Finalmente, em 1886, foi isolado pelo químico francês Henri Moissan.
A primeira produção comercial do flúor foi para a bomba atômica do Projeto Manhattan, para a obtenção do hexafluoreto de urânio, UF6, usado para a separação de isótopos de urânio.
Abundância e obtenção
O flúor é o halogênio mais abundante da crosta terrestre, com uma concentração de 950 ppm. Na água do mar se encontra numa proporção de aproximadamente 1,3 ppm. Os minerais mais importantes no qual está presente são a fluorita, CaF2, a fluorapatita, Ca5(PO4)3F e a criolita, Na3AlF6.
O flúor é obtido pela eletrólise de uma mistura de HF e KF. No processo ocorre a oxidação dos fluoretos, no anodo:
:2F- - 2e- → F2
No catodo se descarrega o hidrogênio, sendo necessário evitar que os dois gases obtidos entrem em contato para que não haja o risco de explosão.
Compostos
- Utilizam-se numerosos compostos orgânicos nos quais foram sustituídos formalmente átomos de hidrogênio por átomos de flúor. Existem distintas formas de obtê-los, uma das mais importantes é através de reações de sustituição de outros halogênios: CHCl3 + 2HF → CHClF2 + 2HCl
- Os CFCs foram empregados numa ampla variedade de aplicações, por exemplo, como refrigerantes, propelentes, agentes espumantes, isolantes, etc., porém, como contribuiam para a destruição da camada de ozônio foram sendo substituídos por outros compostos químicos, como os HCFs. Os HCFCs também são empregados como substitutos dos CFCs, porém também destroem a camada de ozônio a longo prazo.
- O politetrafluoroetileno (PTFE) é um polímero denominado teflon, de grande resistência química e baixo coeficiente de atrito.
- O ácido fluorídrico é uma solução aquosa de fluoreto de hidrogênio. É um ácido fraco, porém muito mais perigoso que ácidos fortes como o clorídrico. O ácido HF é utilizado para gravar vidros e para retirar sílica (areia) de aços especiais.
- O hexafluoreto de urânio, UF6, é um gás a temperatura ambiente que se emprega para a separação dos isótopos de urânio.
- O flúor forma compostos com outros halogênios apresentando, nestes casos, estado de oxidação -1, por exemplo, IF7, BrF5, BrF3, e ClF.
- A criolita natural, Na3AlF6, é um mineral que contém fluoretos. Se extraía na Groenlândia, porém atualmente está práticamente esgotada. Felizmente, pode-se obtê-la sinteticamente para ser empregada na obtenção de alumínio por eletrólise.
Papel biológico
O flúor está presente em mamíferos na forma de fluoretos. Trata-se de uma substância ótima, que deve ser utilizada com sabedoria, por ser muito reativa e tóxica, para que todos possam gozar de seus benéficios e fazer jus ao ditado "Só a dose faz o veneno.". É preciso lembrar que na dose certa, nem arsênico é venenoso, existindo aplicações medicinais também para ele.
Quando em pequenas quantidades se acumula nos ossos e dentes dando-lhes uma maior resistência. São acrescentados fluoretos em médias quantidades nos cremes dentais(1000ppm~1500ppm),que não devem ser engolidos, e em baixa quantidade em águas de consumo para evitar o surgimento de cáries,(0,6ppm~1,0ppm). Entretanto a fluoretação da Água potável é motivo de controvérsias entre muitos cientistas, políticos e ativistas, pois o Flúor é considerado medicamento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que endossa sua adição na água, leite ou sal como forma eficaz de combater a cárie. Esta é uma doença epidemica. Díficil é encontrar no mundo moderno, algum indíviduo que não a tenha.
No Brasil há leis de fluoretação de águas públicas que foram recentemente contestadas por políticos e outros profissionais contrários a esse tratamento de massa da população, no senado e câmara, considerado anti-ético, segundo seus valores, ao tempo em que foram festejadas por organizações médicas e comunidades científicas.
Seja como for, a fluoretação tem eficácia de até 60% nas redução das cáries.E embora esse índice dificilmente chegue a 30% atualmente, devido ao uso disseminado de outras fontes de flúor, é muito importante que seja discutida com a população essa importante medida de saúde , visando beneficiá-la com níveis ótimos da paradoxal substância ao tempo em que se respeite a ética em saúde pública evitando assim problemas como A Revolta da Vacina de 1906. É muito importante o total controle sobre a dosagem depositada na água, sal e leite por parte de químicos, técnicos e engenheiros.A OMS também recomenda que seja feita a pesquisa das fontes de flúor extra-água, para saber se as pessoas já estão sendo expostas aos níveis adequados do elemento no ar e comida. Infelizmente essa atitude é pouco praticada no Brasil. É tarefa de odontólogos, autoridades públicas e cientistas garantir que o uso excessivo da substância valha punição severa para seus praticantes (indústria, técnicos das estações de tratamento da água etc.), e que as margens corretas sejam usadas, afim de se reduzir a doença cárie com o mínimo de efeitos colaterais bem como garantir tratamento para vítimas de fluorose com aspecto anti-estético (relativamente rara).
Vale lembrar que muitas águas têm fluoretos naturais, a maioria das águas minerais, por sinal. Em chás e peixes ele existe em grande abundância, o que poderia justificar a boa qualidade dental de índigenas e orientais juntamente com um menor consumo de açucares refinados.
O Flúor, advindo da fluoretação artificial, é absorvido quase completamente pelo organismo humano, enquanto a sua versão encontrada em chás, peixes e determinados vegetais, tem absorção de apenas 25%. A maior parte dele se deposita nas partes sólidas do organismo mamífero, o tecido ósseo, enquanto uma pequena porção singra para os dentes.
A intoxicação por Flúor é conhecida como Fluorose, e se manifesta com um aspecto quebradiço e cromaticamente disforme dos dentes,(mosqueamento).Geralmente acontece quando do consumo de grandes quantidades de águas naturalmente fluoretadas, por parte de crianças, e em alimentos processados com estas águas, é importante que com a fluoretação seja feito o combate a desnutrição, para que bem suplementada de cálcio e iodo a criança não sofra de má mineralização com cristais defeituosos de Fluorita (CaF2) e problemas da tireóide.É importante também que a substância usada tenha boa procedência e como fim a saúde pública. A lista dos efeitos pode ser resumida assim, para o consumo de compostos do flúor.
- 1,5mg/dia a 2,5mg/dia - Redução da cárie em até 70% com 20%-40% de fluorose muito leve e leve, em crianças de até 7 anos, sem nenhum efeito tóxico considerável. Sequer os pais conseguirão ver qualquer alteração no esmalte dentário. Essa quantidade corresponde ao consumo de água a níveis ótimos de flúor.
- 6,0mg/dia - Anulação de boa parte do efeito benéfico, com presença de problemas ósseos e neurológicos em algumas crianças mal-nutridas e fluorose leve, moderada e severa com sério comprometimento da estética. Muita gente resiste bem a essa porção.
- 10,0mg/dia a 20mg/dia- Quantidade tóxica. Algumas pessoas poderão ter problemas gástricos leves devido a formação do HF no estômago. Essa porção pode levar a moléstias ósseas como fluorose esquelética, artrite e fraturas de stress, associadas a distúrbios de aprendizagem em infantes. Corresponde a problemas reportados pelo UNICEF em comunidades indianas e chinesas. Está ligada a problemas relatados por pessoas vivendo próximo a fábricas de cerâmica e fertilizantes e consumidores de águas insalubres no Nordeste brasileiro. A água com mais de 1,5ppm deve ser tratada com adsorção, floculação, destilação ou osmose reversa.
- 200mg - Já foi relatado, nessa dosagem, morte por intoxicação de crianças mais sensíveis. Causa grande mau-estar gástrico devido a formação do ácido hidrofluórico(HF) no estômago e consequente ferida na mucosa gástrica.
- 500mg-2g - Com 500mg, em um consumo único, causa parada cardíaca e morte em crianças e com doses a partir de 2g, de fluoreto de sódio, pode matar um adulto. Lavagem gástrica e consumo de água de cal(Ca(OH)2), hidróxido de magnésio, ou leite podem diminuir a absorção da substância por parte do organismo.É fundamental que o paciente seja levado a um hospital para tratamento.
A fluoretação foi considerada uma das melhores políticas de saúde pública pelo CDC nos EUA. Entretanto se não houver um programa de combate a desnutrição, como há naqule país, o flúor pode não beneficiar as crianças com deficiência de cálcio. É fundamental que expandindo-se tal pratica, nutra-se as crianças carentes, para termos um efeito totalmente benéfico e com grande sucesso.
Precauções
O flúor e o HF devem ser manuseados com grande cuidado, devendo-se evitar totalmente qualquer contato com a pele ou com os olhos.
Tanto o flúor como os íons fluoretos são altamente tóxicos. O flúor apresenta um odor acre característico, sendo detectável em concentrações tão baixas como 0,02 ppm, abaixo dos limites de exposição recomendados.
Links externos
- [http://www.webelements.com/webelements/elements/text/F/index.html WebElements.com - Fluorine]
- [http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/F.html EnvironmentalChemistry.com - Fluorine]
- [http://education.jlab.org/itselemental/ele009.html It's Elemental - Fluorine]
- [http://www.fluoridealert.org Alerta contra possíveis danos causados pelo flúor à saúde humana.]
Categoria:Elementos_químicos
ja:フッ素
ko:플루오르
th:ฟลูออรีน
Raiz
A raiz é o órgão da planta que tipicamente se encontra abaixo da superficie do solo. Tem duas funções principais: servir como meio de fixação ao solo e como órgão absorvente de água e nutrientes. Quase sempre subterrânea, há, no entanto, plantas dotadas de raízes especiais, como as figueiras com as suas raízes aéreas, e as plantas epífitas.
Estrutura e função
Nas Pteridófitas, as raízes se desenvolvem nos primeiros estágios do desenvolvimento do esporófito, quando ainda preso ao gametófito. Nas plantas com sementes, raízes têm origem no embrião. O precursor da raiz no embrião, a radícula, é o primeiro órgão a se desenvolver no ato da germinação da semente. Nas Dicotiledôneas, esta raiz primordial desenvolve-se e torna-se a raiz principal, da qual a maior parte do sistema radicular é derivado. Já em Monocotiledôneas, a radícula se degenera, e todas as raízes brotam a partir da base do caule, conhecidas neste caso como raízes adventícias (este brotamento de raízes no próprio caule também é comum em muitas espécies de Dicotiledôneas, como as figueiras, clúsias, e o mague-vermelho).
Nas Angiospermas, é possível distinguir anatomicamente as raízes de caules subterrâneos por aquelas apresentarem xilema na parte mais externa do cilindro vascular e floema na mais interna, quando no caule essa configuração é inversa. Além disso, as raízes não apresentam gemas foliares, que estão presentes nos caules.
Outra característica é a presença da coifa, uma estrutura semelhante a um capuz nas extremidades das raízes, que protegem o meristema conta danos causados pelo atrito com o substrato. A coifa é um revestimento de células mortas produzidas pelo próprio meristema. Alguns associam a coifa ao geotropismo positivo das raízes, pois detectaram em suas células grande quantidade de grãos de amido, que se depositam de acordo com a gravidade. Estes grãos orientariam o posicionamento das células em relação ao centro da Terra, fazendo com que as raízes tendessem a crescer para baixo.
Além da coifa, muitas raízes produzem mucilagem, que lubrifica a passagem do meristema à medida em que este avança pela terra, facilitando seu crescimento. Em alguns casos, essa muscilagem é tóxica para outras plantas, impedindo seu crescimento próximo à planta e diminuindo, assim, a competição por espaço, água e nutrientes.
Certas figueiras podem, por vezes, germinar sobre outras árvores. Incapazes de absorver a matéria orgânica presente nos galhos do hospedeiro, como as epífitas, essas figueiras produzem raízes longas e finas que crescem em direção ao solo. Uma vez firmes, essas raízes se engrossam e produzem novas raízes secundárias, que, aos poucos, envolvem a árvore hospedeira. A figueira continua a crescer em volta da árvore até que suas raízes apertem seu tronco e destrua seu sistema vascular. Desta forma, a figueira assume o lugar da árvore onde originalmente germinou.
Em algas e briófitas não há raízes propriamente ditas. Nas primeiras, podem ocorrer apressórios, prolongamentos da base do talo com a função de fixação no substrato. Nas últimas, existem pêlos absorventes responsáveis por algumas funções desempenhadas pelas raízes, mas não passam de uma série de células dispostas em sequência.
Utilidades para o Homem
Algumas raízes são comestíveis, como a cenoura, o ginseng, o nabo e o rabanete. Estas raízes não devem ser confundidas com tubérculos como a batata, nem bulbos como a cebola, pois estes são caules subterrâneos, e não raízes.
Algumas raízes são consideradas medicinais (como o próprio ginseng). Um grupo brasileiro chegou a pesquisar, em 1979, os efeitos anti-cancerígenos das raízes de Ternstroemia brasiliensis, uma Theaceae.
Categoria:Botânica
ja:根
ms:Akar
SementeSemente é o óvulo maduro das plantas gimnospermas ou angiospermas.
A semente é o óvulo já fecundado, sendo formada pelo tegumento ou casca, embrião e pelo endosperma que o envolve.
A formação das sementes
A flor, após sofrer a diferenciação, desenvolve-se e, à semelhança de um ramo vegetativo, passa a constituir-se de um eixo (receptáculo) e de apêndices laterais, que são os órgãos florais.
categoria:botânica
ja:種子
ko:씨
simple:Seed
Tecido (histologia)Do ponto de vista da biologia, um tecido é um conjunto de células especializadas, iguais ou diferentes entre si, separadas ou não por líquidos e substâncias intercelulares, que realizam determinada função num organismo multicelular.
O estudo dos tecidos biológicos chama-se histologia; na medicina, o estudos dos tecidos como meio de diagnóstico duma doença é a histopatologia.
Os instrumentos clássicos mais usados no estudo dos tecidos incluem o bloco de parafina (fixação), os corantes biológicos, o micrótomo e o microscópio óptico, ainda que os desenvolvimentos recentes na área da microscopia electrónica, a imunofluorescência e o corte por congelação tenham permitido, nas duas últimas décadas, um enorme avanço neste ramo científico. Com estas novas técnicas, a aparência dos tecidos pode ser examinada, permitindo a comparação entre tecidos saudáveis e doentes, o que é bastante importante para a eficiência dos diagnósticos e prognósticos clínicos.
Os tecidos biológicos podem dividir-se em:
- Tecidos animais
- Tecidos vegetais
Alguns exemplos de tecidos do corpo humano são os epitélios, que forram a superfície dos órgãos, o tecido muscular, o tecido que forma os ossos (tecido ósseo), o sangue, o tecido nervoso e os vários tecidos glandulares.
Nas plantas "superiores", os tecidos vasculares, ou seja, o equivalente aos vasos sanguíneos dos vertebrados são o xilema e o floema. Outros tecidos das plantas são os parênquimas e os meristemas, que são equivalentes às células da medula óssea dos vertebrados, que produzem as células do sangue.
categoria:biologia
categoria:histologia
ja:組織 (生物学)
ms:Tisu biologi
simple:Tissue (biological)
MeristemaEm botânica chamam-se meristemas aos tecidos das plantas que asseguram o seu crescimento.
Os meristemas consistem em células indiferenciadas com capacidade de divisão contínua.
O primeiro meristema a aparecer, nas extremidades da radícula e dos cotilédones da semente, chama-se meristema apical e é formado por células iguais. Mas estas células vão-se diferenciando em três tipos de meristema primário:
- A protoderme, a camada exterior, que dá origem à epiderme das folhas, caule e raizes jovens;
- O procâmbio, a camada seguinte, que vai dar origem ao xilema primário, ao floema primário e ao câmbio vascular (que dará origem ao xilema e floema secundários); e
- O meristema basal, que dá origem à medula e ao câmbio cortical (que, por sua vez, dará origem ao cortex - ou cortiça, no sobreiro - nas plantas que se tornam em árvores).
Meristema apical
Para além de promover a germinação da semente, os meristemas apicais continuam a actuar durante o crescimento da planta, por vezes promovendo a formação de gomos ou "rebentos", que podem dar origem a folhas ou ramificações do caule ou da raiz.
Os meristemas apicais secundários são formados por várias camadas de células, cujo número e forma são característicos das diferentes espécies. A camada exterior chama-se túnica e a interior, corpo. Nas monocotiledóneas, é a túnica que determina a forma da folha, enquanto que nas dicotiledóneas é o corpo que a determina.
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Referência:
Biology, 6th ed., por Neil A. Campbell e Jane B. Reece. Benjamin Cummings.
Categoria:Botânica
Célula
As células são as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. A célula representa a menor porção de matéria viva dotada da capacidade de auto-duplicação independente.
As células foram descobertas em 1665 pelo inglês Robert Hooke. Ao examinar em um microscópio rudimentar uma lâmina de cortiça, Hooke verificou ser ela constituída por cavidades poliédricas, às quais chamou de células (do latim cella, pequena cavidade). Na realidade Hooke observou paredes de células vegetais mortas.
As células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, o citoplasma em que encontram-se dispersos organelos (por vezes escrito organelas, organóides, orgânulos ou organitos).
As formas mais simples de vida são organismos unicelulares que se propagam por cissiparidade. As células podem também constituir arranjos ordenados, os tecidos.
De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:
- Células Procariontes
- Células Eucariontes
Células Procariontes
As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. Sua principal característica é a ausência de cariomembrana individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelos e pelo pequeno tamanho que acredita-se se deva ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucariontes, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas).
Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma.
A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:
- Bactérias
- Cianófitas (algas cianofíceas, algas azuis ou ainda Cyanobacteria)
- PPLO ("pleuro-pneumonia like organisms")
Células incompletas
As bactérias dos grupos das rickettsias e das clamídias são muito pequenas, sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só proliferarem no interior de outras células completas, sendo, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios.
Diferem dos vírus por apresentarem:
- conjuntamente DNA e RNA;
- parte da máquina de síntese celular necessária para reproduzirem-se;
- uma membrana semipermeável, através da qual realizam as trocas com o meio envolvente.
Células Eucariontes
As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células.
É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes.
Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. Acredita-se que a célula "primitiva" tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse.
Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram, adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi, vacúolos, lisossomos e outras.
Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro uma célula mais pequena mas com melhores características, fornecendo uma o refúgio à mais pequena e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra.
Nesse grupo encontram-se:
- Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos vacúolos)
- Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente, apenas, um grande vacúolo central)
Outros componentes celulares:
- Cílios e Flagelos
- Cromossomos
- Os Vírus
- Biologia Celular
- Citologia
- Ciclo celular
- Divisão celular
- Mitose
- Meiose
Categoria:Citologia
ja:細胞
ko:세포
ms:Sel
simple:Cell
th:เซลล์ (ชีววิทยา)
Epiderme
Epiderme é um termo usado em biologia para diferentes tecidos:
- Nas plantas, é a camada de células que cobre as folhas e a raiz e caule jovens;
- Nos vertebrados, é a camada exterior da derme ou pele;
- Nos invertebrados, fungos e nalguns protistas multicelulares anteriormente classificados como plantas, como as algas vermelhas e castanhas, é a camada exterior de células do organismo.
Em relação a plantas:
- Meristema
- Córtex
Em relação a animais:
- Reino Animal
- Cabelo
- Escama
ColênquimaEm botânica, chama-se colênquima a um tecido parenquimatoso em que as células possuem a parede primária espessada e que ajudam a suportar órgãos em crescimento.
De uma forma simplificada, trata-se de um tecido especializado na sustentação esquelética dos vegetais. É formado por um grande número de células vivas alongadas, dotadas de paredes grossas e rígidas muito resistentes, com depósitos de celulose reforçados.
As células do tecido colênquima podem medir até 1,5 milímetros de comprimento, por 40 a 50 micrômetros de diâmetro e se organizam em feixes longitudinais no interior das partes jovens dos caules. Também, por ser formado por células vivas que crescem por alongamento, o colênquima proporciona sustentação aos caules sem impedir o seu pleno crescimento.
As células do colênquima são chamadas de fibras colênquimáticas, e normalmente, em um corte transversal do caule, aparecem encostadas ou muito próximas à epiderme.
Há diferentes tipos de colênquima:
- Colênquima angular, com as paredes espessadas nos ângulos;
- Colênquima lamelar, com as paredes espessadas em lados opostos; e
- Colênquima lacunar, com as paredes espessadas nos ângulos, mas apresentando espaços cheios de ar entre as células.
categoria:Botânica Categoria:Histologia
ParênquimaEm biologia, particularmente em histologia, chama-se parênquima ao conjunto de células responsáveis pela função de determinado órgão. Por exemplo: no fígado, o tecido conjuntivo constitui o estroma, e as células hepáticas constituem o parênquima.
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Nos animais, chama-se parênquima ao tecido que forma a parte funcional de muitos órgãos, como os pulmões ou os rins.
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Nas plantas, chama-se parênquima ao tecido pouco especializado que forma a parte interior de muitos órgãos, como a raiz e o caule jovens e as folhas das plantas vasculares ou das frondes e talos das algas.
Um parênquima com cloroplastos toma o nome de clorênquima.
categoria:biologia
categoria:botânica
categoria:anatomia
categoria:histologia
FloemaEm botânica, o floema é o tecido das plantas vasculares encarregado de levar a seiva elaborada pelo caule até à raiz e aos órgãos de reserva.
Nas árvores e outras plantas com crescimento secundário, o floema é parte do córtex ou "casca primária" e o termo floema deriva da palavra grega para "casca".
O floema é formado por células alongadas, cilíndricas, formadas pelo meristema apical (nas extremidades do caule ou dos ramos), ou pelo câmbio vascular que forma o floema secundário da sua porção externa. Estas células são vivas quando jovens mas, quando maduras, apresentam o citoplasma reduzido a uma fina camada ao longo da membrana celular e as suas funções vitais são asseguradas por células companheiras. Nessa altura, as paredes de separação entre as células estão presentes, mas apresentam numerosos crivos, que criam uma comunicação entre o interior de uma célula com o interior da célula seguinte.
A seiva elaborada, que é uma solução aquosa de substâncias orgânicas, é transportada através do floema desde os órgãos da planta com capacidade fotossintética até aos outros órgãos que funcionam como consumidores dessas substâncias, nomeadamente, os meristemas, as células do interior do caule, da raiz, das flores, dos frutos e dos órgãos de reserva - que podem estar dispersos dentro do caule e da raiz, mas que podem estar especializados, como os tubérculos e rizomas.
O fluxo da seiva no floema é realizado por transporte activo das moléculas nutritivas das células onde elas são produzidas ou armazenadas para as células do floema. Este processo causa uma pressão osmótica mais elevada dentro dos canais do floema, que obriga à entrada de água das células vizinhas, criando assim o fluxo da seiva. Quando a seiva elaborada chega às células que vão utilizar as moléculas nutritivas, o transporte dessas moléculas através das membranas é realizado no sentido inverso.
Recursos exteriores à Wikipédia
- [http://www.biomania.com.br/botanica/tecidosvegetais.php Biomania - tecidos vegetais]
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/seedplants/seedplantsmm.html Univ.California, Berkeley - morfologia das plantas vasculares]
Referência
- Campbell, Neil A. e Jane B. Reece (sem data) Biology, 6ª ed., Benjamin Cummings.
Categoria:Botânica
categoria:histologia
Câmbio vascularEm botânica, chama-se câmbio vascular a um tecido meristemático das plantas vasculares que dá origem ao xilema e floema secundários, nas plantas com crescimento secundário - as árvores e arbustos ou lianas lenhosas.
O câmbio vascular é uma camada cilíndrica de células que se estende por todo o tronco e raiz, incluindo os ramos daqueles dois órgãos. As células meristemáticas são indiferenciadas e reproduzem-se continuamente. No caso do câmbio vascular, as suas células dão origem a dois tipos de tecidos:
- Xilema - para o interior da planta; e
- Floema - para o exterior.
O xilema é o tecido, formado por células cilíndricas, alongadas que, quando maduras, são compostas apenas pela parede celular revestida por lenhina, com poros em toda a sua superfície, que formam túbulos, por onde flui a seiva bruta, entre as raizes e os tecidos verdes da planta. À medida que a planta cresce, as camadas internas de xilema vão sendo apertadas pelas externas, as paredes encostam-se e as células perdem a capacidade de conduzir a seiva, passando a constituir um tecido de suporte do tronco - o lenho ou madeira.
O floema é um tecido, igualmente formado por células cilíndricas, alongadas que, quando maduras, possuem apenas uma pequena camada de citoplasma entre a membrana celular e o vacúolo central, sendo então alimentadas por células companheiras. Estas células formam também vasos condutores para a seiva elaborada, que flui dos órgãos da planta com capacidade fotossintética para alimentar os restantes tecidos.
Recursos exteriores à Wikipédia
[http://www.ucmp.berkeley.edu/seedplants/seedplantsmm.html Univ.Californa, Berkeley - Anatomy of seed plants]]
Categoria:Botânica
Câmbio corticalEm botânica, chama-se câmbio cortical, câmbio suberoso, meristema subero-felodérmico ou ainda felogénio ao meristema secundário das plantas vasculares que dá origem à periderme - a "casca" das árvores e outras plantas com crescimento secundário.
O câmbio cortical é uma camada cilíndrica de células indiferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a células diferenciadas. As células que se formam do lado exterior deste meristema têm paredes espessas e, muitas vezes, reforçadas com suberina e protegidas por tanino, que é um antissético.
Esta "casca" vai substituir a epiderme primária, que se vai rompendo e secando à medida que os novos tecidos internos se desenvolvem (a madeira ou lenho), continuando a proteger a planta.
Em certas árvores, como o sobreiro, esta "casca", também chamada súber, desenvolve-se de tal modo que pode ser parcialmente retirada, para fins comerciais, sem danificar a planta.
Recursos exteriores à Wikipédia
[http://www.ucmp.berkeley.edu/seedplants/seedplantsmm.html Univ.California, Berkeley - Anatomy of seed plants]
Categoria:Botânica
Córtex
Em biologia, o termo córtex é aplicado à camada mais exterior ou periférica de um órgão. A sua designação mais comum refere-se à camada externa das plantas e de vários órgãos do corpo humano ou de outros vertebrados. No entanto, também pode ser aplicado a nível celular.
Deste modo, a palavra córtex tem vários significados, consoante designa:
- Córtex (botânica)
- Córtex (zoologia)
- Córtex celular
Categoria:Biologia
ja:大脳皮質
Plantas vasculares
As plantas vasculares (divisão Tracheophyta ou Tracheobionta)) são as plantas com tecidos especializados - o xilema e o floema - para o transporte de água e seiva que alimentam as suas células. Pertencem a esta divisão o grupo das Pteridófitas e as Espermatófitas.
Para além desta característica única, nas plantas vasculares o esporófito é a geração que tem a forma das plantas que estamos habituados a ver, enquanto que o gametófito é uma fase temporária: nas Pteridófitas, consiste num pequeno protalo..., enquanto que nas Espermatófitas, o gametófito encontra-se nas flores das angiospérmicas ou nos cones ou pinhas das gimnospérmicas.
- alternância de gerações
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/plants/plantaesy.html Univ.California, Berkeley Plantas]
Categoria:Botânica
ko:관다발식물
Tecido (histologia)Do ponto de vista da biologia, um tecido é um conjunto de células especializadas, iguais ou diferentes entre si, separadas ou não por líquidos e substâncias intercelulares, que realizam determinada função num organismo multicelular.
O estudo dos tecidos biológicos chama-se histologia; na medicina, o estudos dos tecidos como meio de diagnóstico duma doença é a histopatologia.
Os instrumentos clássicos mais usados no estudo dos tecidos incluem o bloco de parafina (fixação), os corantes biológicos, o micrótomo e o microscópio óptico, ainda que os desenvolvimentos recentes na área da microscopia electrónica, a imunofluorescência e o corte por congelação tenham permitido, nas duas últimas décadas, um enorme avanço neste ramo científico. Com estas novas técnicas, a aparência dos tecidos pode ser examinada, permitindo a comparação entre tecidos saudáveis e doentes, o que é bastante importante para a eficiência dos diagnósticos e prognósticos clínicos.
Os tecidos biológicos podem dividir-se em:
- Tecidos animais
- Tecidos vegetais
Alguns exemplos de tecidos do corpo humano são os epitélios, que forram a superfície dos órgãos, o tecido muscular, o tecido que forma os ossos (tecido ósseo), o sangue, o tecido nervoso e os vários tecidos glandulares.
Nas plantas "superiores", os tecidos vasculares, ou seja, o equivalente aos vasos sanguíneos dos vertebrados são o xilema e o floema. Outros tecidos das plantas são os parênquimas e os meristemas, que são equivalentes às células da medula óssea dos vertebrados, que produzem as células do sangue.
categoria:biologia
categoria:histologia
ja:組織 (生物学)
ms:Tisu biologi
simple:Tissue (biological)
Epiderme
Epiderme é um termo usado em biologia para diferentes tecidos:
- Nas plantas, é a camada de células que cobre as folhas e a raiz e caule jovens;
- Nos vertebrados, é a camada exterior da derme ou pele;
- Nos invertebrados, fungos e nalguns protistas multicelulares anteriormente classificados como plantas, como as algas vermelhas e castanhas, é a camada exterior de células do organismo.
Em relação a plantas:
- Meristema
- Córtex
Em relação a animais:
- Reino Animal
- Cabelo
- Escama Tsugaru, AomoriTsugaru (つがる市; -shi) is a city located in Aomori in Tohoku region of Japan.
The city was founded on February 11, 2005 from the merger of the town Kizukuri and the villages Inagaki, Kashiwa, Morita, and Shariki, all from Nishitsugaru District.
As of 2003, the merged municipalities have an estimated population of 39,999 and a density of 158 persons per km². The total (merged) area is 253.85 km².
External links
- [http://www.city.tsugaru.aomori.jp/ Tsugaru official website] in Japanese
Category:Cities in Aomori Prefecture
ja:つがる市
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