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Botânica

Botânica

Botânica é o estudo científico da vida das plantas, fungos e algas. Como um campo da biologia, é também muitas vezes referenciado como a Ciência das Plantas ou Biologia Vegetal. A Botânica abrange uma miríade de disciplinas científicas que estudam crescimento, reprodução, metabolismo, desenvolvimento, doenças e evolução da vida das plantas. Plantas, também chamadas de Embriófitas, são seres vivos fotossintetizantes que possuem embriões multicelulares envolvidos por material materno e estágio sexuado em alguma parte do ciclo de vida. Distintas dos demais seres vivos por seu ciclo de vida mais que pela fotossíntese (algumas espécies são heterotróficas secundárias, sem pigmentos verdes). Adaptadas basicamente para a vida na terra. Composta de dois grupos informais: avasculares e vasculares, sendo o último subdividido em plantas sem e com sementes. As plantas com sementes podem ainda formar ou não flores. Todas as células das plantas possuem plastídeos que quando expostos à luz podem converter-se em cloroplastos. As algas não são plantas basicamente por dois motivos: não possuem embriões multicelulares nem diferenciação verdadeira de tecidos. São organismos fotossintetizantes uni ou multicelulares com clorofila A e B e amido como substância de reserva. Paredes celulares formadas por polissacarídedos, algumas vezes celulose. Células móveis com 2 flagelos apicais. Maioria aquática, também terrícolas, rupícolas e diversos ambientes. Os fungos, por sua vez, são organismos Heterotróficos. O reino Plantae é dividido em divisões (Usa-se o termo "divisão" ao invés do termo "filo" nos animais).
- Marchantiophyta
- Anthocerophyta
- Bryophyta
- Lycophyta
- Psilophyta
- Sphenophyta
- Pterophyta
- Cycadophyta
- Ginkgophyta
- Gnetophyta
- Coniferophyta, Gimnospermas
- Anthophyta, Plantas com flores
  - Liliopsida, Monocotiledôneas
  - Magnoliopsida, Dicotiledôneas Destas, as mais conhecidas entre as pessoas comuns são Bryophyta (musgos), Pterophyta (samambaias), Coniferophyta (gimnospermas), que são plantas coníferas, e Anthophyta (angiospermas), que são plantas com flores. Angiospermas são divididas em dois grupos, Dicotiledôneas e Monocotiledôneas. Dicotiledôneas têm dois cotilédones (folhas embrionárias), enquanto as monocotiledôneas têm apenas um cotilédone. Os nomes "Pinophyta" e "Magnoliophyta" são usados frequentemente para "Coniferophyta" e "Anthophyta". Do mesmo modo, as monocotiledôneas e docotiledôneas são chamadas "Liliopsida" and "Magnoliopsida" respectivamente.

Foco e Motivação da Botânica

Como outras formas de vida na Biologia, a vida das plantas pode ser estudada em uma variedade de níveis, do molecular, genético e bioquímico através de organelas, células, tecidos e a biodiversidade de plantas inteiras. No topo desta escala, plantas podem ser estudadas em populaçoes, comunidades e ecossistemas (como em ecologia). Em cada um destes níveis um botânico pode se dedicar à classificação (taxonomia), estrutura (anatomia) ou função (fisiologia) da vida vegetal. Historicamente, botânicos estudavam todos os organismos não geralmente considerados como animais. Algumas destes organismos "semelhantes a plantas" incluem: fungos (estudados em Micologia); bactérias e vírus (estudados em Microbiologia); e algas (estudadas em Ficologia). A maior parte das algas, fungos e micróbios não são mais considerados como membros do Reino Vegetal. Entretanto, atenção ainda é dada a estes por botânicos; e bactérias, fungos, e algas são usualmente mencionados, ainda que superficialmente, em cursos de botânica. Então por que estudar plantas? Plantas são fundamentais para a vida na Terra. Elas geram oxigênio, alimento, fibras, combustíveis e remédios que permitem aos humanos e outras formas de vida existir. Enquanto realizam tudo isso, plantas ainda absorvem dióxido de carbono, um importante gás do efeito estufa, através da fotossíntese. Uma boa compreensão das plantas é crucial para o futuro de nossa sociedade, já que nos permite:
- Alimentar o mundo
- Entender processos fundamentais
- Utilizar remédios e materiais
- Entender mudanças ambientais

Alimentar o Mundo

Virtualmente todo alimento que consumimos provêm das plantas, tanto diretamente de frutas, verduras e legumes, como indiretamente através do gado que comemos, que por sua vez dependem de plantas para se alimentar. Em outras palavras, plantas são a base de quase todas as teias alimentares, ou o que os ecólogos chamam de nível trófico. Compreender como as plantas produzem o alimento que comemos é, portanto, importante para sermos capazes de aimentar o mundo e fornecer segurança alimentar para as futuras gerações, como exemplo através do cruzamento entre plantas. Nem todas as plantas são benéficas aos humanos, e plantas daninhas são um problema considerável para a agricultura, e a botânica fornece o conhecimento básico para compreender como minimizar seu impacto.

Entendendo Processos Fundamentais

Plantas são organismo convenientes nos quais os processos fundamentais (como divisão celular e síntese de proteínas, por exemplo) podem ser estudadas, sem o dilema ético destes estudos em animais ou humanos. As leis de herança genética foram descobertas desta maneira por Gregor Mendel que estava estudando a maneira pela qual a forma das ervilhas era herdada. O que Mendel aprendeu estudando plantas teve um alcance muito além da botânica. Mais recentemente, Barbara McMlintock descobriu "genes saltitantes" ao estudar milho. Embora ela não fosse uma botânica "clássica", seu trabalho demonstra a crescente relevância do estudo de plantas para o entendimento de processos biológicos fundamentais.

Utilizando Remédios e Materiais

Muitas drogas, medicinais ou não, vêm do Reino Vegetal. Aspirina, originalmente era extraída da casca de salgueiros, é um exemplo. Podem haver curas para uma grande variedade de doenças fornecidas por vegetais esperando para serem descobertas. Estimulantes populares como café, chocolate, tabaco e chá também têm origem em plantas. A maior parte das bebidas alcoólicas são obtidas da fermentação de plantas, como lúpulo e uvas. Plantas também nos fornecem muitos materiais naturais: algodão, madeira, papel, linho, óleos vegetais, alguns tipos de cordas e borracha são apenas alguns exemplos. A produção de seda não seria possível sem o cultivo de amoreiras. Canas-de-açúcar e outras plantas têm sido recentemente utilizadas como biocombustíveis, importantes como alternativa aos combustíveis fósseis. Este é apenas um punhado de exemplos de como a vida vegetal fornece à humanidade remédios e materiais importantes.

Entendendo Mudanças Ambientais

Plantas podem também auxiliar na compreensão de mudanças ambientais de muitas maneiras. Compreender a destruição dos habitates e a extinção das espécie depende de um acurado e completo inventário de plantas providenciado pela sistemática e taxonomia. Respostas das plantas à radiação ultravioleta pode nos ajudar a monitorar problemas, como o buraco na camada de ozônio. Análise de pólen depositado pelas plantas milhares de anos atrás podem ajudar cientistas a reconstruir climas do passado e predizer os do futuro, uma parte essencial da pesquisa sobre mudanças climáticas. Líquens, sensíveis às condições atmosféricas, têm sido extensivamente usados como indicadores de poluição. Então, de muitas maneiras, plantas podem agir um pouco como "canário de mineiro", um antigo sistema de alarme, nos alertando de importantes mudanças no meio ambiente. Acrescentando a essas razões práticas e científicas, plantas são extremamente valiosas como recreação a milhões de pessoas que apreciam jardinagem, horticultura e culinária todos os dias. Botânicos também argumentam que a botânica é um tópico fascinante e recompensador por si só.

Historia da botânica

Botânica Antiga

Entre os primeiros estudos botânicos, escritos por volta de 300 AC, estão dois grandes tratados de Teofrasto: "Sobre a História das Plantas" (Historia Plantarum) e "Sobre as Causas das Plantas". Juntos, estes livros constituem-se na contribuição mais importante à ciência botânica durante a antigüidade e a Idade Média. O médico e escritor romano Dioscórides, fornece importantes evidências sobre o conhecimento das plantas entre os gregos e romanos. Em 1665, usando um microscópio primitivo, Robert Hooke descobriu células em cortiça; pouco tempo depois em tecidos vegetais vivos. O alemão Leonhart Fuchs, o suíço Conrad Gessner, e os autores britânicos Nicholas Culpeper e John Gerard, publicaram herbais (livros sobre ervas) com informações de usos das plantas.

Botânica Moderna

Uma quantidade considerável de conhecimento é gerada hoje em dia do estudo de plantas "modelo", como Arabidopsis thaliana. Esta mostarda ruderal foi uma das primeiras plantas a ter seu genoma seqüenciado. Outras mais comercialmente importantes como arroz, trigo, milho e soja estão tendo seu genoma seqüenciado, embora algumas delas sejam mais desafiadoras por possuírem mais de uma cópia de seus cromossomos, uma condição conhecida como poliploidia. A alga verde unicelular Chlamydomonas reinhardtii é outro organismo modelo que tem sido extensivamente estudado e fornece importantes informações sobre a biologia celular.

Assuntos relacionados


- Árvores
- Frutos
- Ervas
- Folhas
- Hortaliças

Veja também


- Lista de Botânicos
- Lista de Jardins Botânicos
- kimjongilia
- Plantas do Brasil Botânicos e Naturalistas
- Alexandre Rodrigues Ferreira
- Harri Lorenzi
- Roldão de Siqueira Fontes Categoria:Divisões da Biologia
-
ja:植物学 ko:식물학 simple:Botany th:พฤกษศาสตร์

Plantae

O Reino Plantae é um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra (com cerca de 300 000 espécies conhecidas, incluindo uma grande variedade: ervas, árvores, arbustos, plantas microscópicas, etc). São, em geral, organismos autotróficos cujas células incluem um ou mais organelos especializados na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar: os cloroplastos. No entanto, o termo planta, ou vegetal, é muito mais difícil de definir do que se poderia pensar. Lineu definiu o seu reino Plantae incluindo todos os tipos de plantas "superiores", as algas e os fungos. Uma primeira definição usada para as plantas, depois de se descobrir que nem todas são verdes incluía todos os seres vivos sem movimentos voluntários Aristóteles dividia todos os seres vivos em plantas, sem capacidade motora ou órgãos sensitivos, e os animais - esta definição foi aceite durante muito tempo. No entanto, nem esta definição é muito correcta, uma vez que a sensitiva (Mimosa pudica, uma leguminosa), fecha os seus folíolos ao mínimo toque, entre outras causas, como o fim do dia solar. Quando se descobriram os primeiros seres vivos unicelulares, eles foram colocados, em termos gerais, entre os protozoários quando tinham movimento próprio. As bactérias e as algas foram colocadas noutras divisões do reino Plantae – no entanto, foi difícil decidir a classificação, por exemplo, da Euglena, que é verde e altamente móvel. A classificação biológica mais moderna – a cladística – procura enfatizar as relações evolutivas entre os organismos: idealmente, um taxon (ou clado) deve ser monofilético, ou seja, todas as espécies incluídas nesse grupo devem ter um antepassado comum. Pode-se, então, definir o Reino Viridaeplantae ("plantas verdes") ou apenas Plantae como um grupo monofilético de organismos eucarióticos que fotossintetizam usando os tipos de clorofila a e b, presente em cloroplastos (organelos com uma membrana dupla) e armazenam os seus produtos fotossintéticos, tal como o amido. As células destes organismos são, também, revestidas duma parede celular constituída essencialmente por celulose. De acordo com esta definição, ficam fora do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e muitos seres autotróficos unicelulares ou coloniais, actualmente agrupados no Reino Protista, assim como as bactérias e os fungos, que constitutem os seus próprios reinos. Cerca de 300 espécies conhecidas de plantas não realizam a fotossíntese, sendo, pelo contrário parasitas de plantas fotossintéticas.

Evolução e Classificação das Plantas Verdes

fungoUma prova de que as algas verdes evoluíram a partir do mesmo antepassado que as plantas mais complexas encontra-se nos cloroplastos: todos contêm DNA e têm uma estrutura semelhante às cianobactérias – pensa-se que evoluíram a partir duma alga mais pequena endossimbionte. Muitas algas mostram alternância de gerações, entre uma forma que se reproduz de forma assexuada – o esporófito – e uma forma sexuada, o gametófito. As plantas propriamente ditas distinguem-se das algas verdes por terem órgãos reprodutivos especializados protegidos por tecidos não-reprodutivos. gametófitoDurante o Palaeozóico, começaram a aparecer em terra firme plantas complexas, multicelulares, os embriófitos (Embryophyta), nas quais o gametófito e o esporófito se apresentavam de forma radicalmente diferente das algas, o que está relacionado com a adaptação a ambientes secos (já que os gâmetas masculinos estavam antes dependentes de meios húmidos para se moverem). Nas primeiras formas destas plantas, o esporófito mantinha-se reduzido e dependente da forma parental durante a sua curta vida. Os embriófitos actuais, que têm este tipo de organização, incluem a maior parte das plantas que geralmente evocamos. São as chamadas plantas vasculares, com sistemas completos de raiz, caule e folhas, ainda que incluam algumas espécies de briófitas (das quais o musgo será talvez o tipo mais conhecido). Outros autores, contudo, definem os embriófitos como sendo todas as plantas terrestres, incluindo, de acordo com esta definição, a divisão 'Hepaticophyta (ou Marchantiomorpha, segundo uma classificação anterior), as hepáticas; a divisão Anthocerophyta, antóceros e a divisão Bryophyta, os musgos. musgoAs briófitas confinam-se a ambientes húmidos – é a água que faz a dispersão dos esporos - e mantêm-se pequenas durante todo o seu ciclo de vida caracterizado pela altenância de duas gerações: um estádio haplóide (o gametófito) e um estádio diplóide (esporófito). Este último é de curta duração e está dependente do gametófito. No período Silúrico apareceram novos embriófitos, as plantas vasculares, com adaptações que lhes permitiam estar menos dependentes da água. Estas plantas tiveram uma radiação adaptativa maciça durante o Devónico e começaram a colonizar a terra firme. Entre essas adaptações podemos referir uma cutícula resistente à dessecação e tecidos vasculares por onde circula a água – por isso são chamados plantas vasculares ou Tracheophyta. Tracheophyta]]Em muitas destas plantas , o esporófito funciona como um indivíduo independente, enquanto que o gametófito se tornou muito reduzido. Entre as plantas vasculares são reconhecidos dois grupos distintos:
- as "Pteridófitas" - plantas em que o gametófito é um organismo independente; e
- as "Espermatófitas" - as plantas que se reproduzem por semente, ainda ligadas ao esporófito, ou seja, em que o gametófito é "parasita" do esporófito. O grupo das Pteridófitas pode dividir-se da seguinte forma:
- Divisão
Lycopodiophyta (ou Lycopsida), licopodíneas.
- Divisão
Equisetophyta (ou Equisetopsida), cavalinhas
- Divisão
Pteridophyta (ou Filicopsida), fetos ou samambaias
  -
Psilotophyta, Psilotales,
  -
Ophioglossophyta (Ophioglossales), língua-de-cobra, lunária e o género Botrypus.
  -
Marattiopsida
  -
Leptosporangiatae ou fetos "verdadeiros" LeptosporangiataeAs espermatófitas ou plantas com sementes são um grupo de plantas vasculares que se diversificou no final do Paleozóico. Nestas formas, o gametófito está reduzido aos órgãos sexuais e o esporófito começa a sua vida como uma semente, que se desenvolve ainda dependente da planta-mãe. Os grupos actuais de espermatófitos incluem as seguintes divisões:
- Divisão
Cycadophyta (Cicadáceas, como o Encephalarthos)
- Divisão
Ginkgophyta (o Ginkgo, árvore "sagrada" dos japoneses)
- Divisão
Pinophyta (ou Coniferophyta, os pinheiros)
- Divisão
Gnetophyta (que inclui a Welwitschia e as Efedras)
- Divisão
Magnoliophyta (ou Anthophyta, as plantas com flores. Anthophyta Uma classificação ainda usada para estes grupos de plantas usa os seguintes termos:
- Gimnospérmicas, ou plantas com sementes nuas, que incluem as quatro primeiras divisões do grupo acima, e Gimnospérmica, uma das mais evoluidas]]
- Angiospérmicas para as plantas com flores. As angiospérmicas foram as últimas plantas a aparecer, durante o Jurássico, mas tiveram o seu maior período de propagação no Cretácico, sendo, actualmente, plantas predominantes em muitos ecossistemas.

Nutrição nas plantas


- Ver artigo principal: Nutrição nas plantas As plantas produzem o seu próprio alimento (são autotróficas), mas têm necessidades específicas de determinados sais minerais, presentes no solo, dissolvidos na água e que formarão a seiva bruta, depois da absorção nos pêlos radiculares.

Ecologia Vegetal

As plantas são o elo produtor de matéria orgânica da cadeia alimentar nos meios marinho, aquático e terrestre. São, portanto, o primeiro elo da cadeia, que sustenta todos os elos subseqüentes. Além de fornecer alimento a animais, fungos, bactérias e protistas, as plantas também fornecem abrigo a estes seres e a seus ovos e filhotes. No entanto, a predação não é a única relação ecológica a que as plantas estão submetidas, existindo também relações benéficas, como as observadas entre plantas e polinizadores. Em algumas espécies, existem associações com certos insetos, como formigas, que recebem abrigo ou alimento da planta, protegendo-a, em troca, contra predadores. formiga Há mesmo plantas que dependem de outras plantas. Algumas famílias botânicas, constituídas por plantas parasitas, dependem da seiva de outras espécies para obter nutrientes. Existem também milhares de espécies epífitas que dependem de plantas maiores para se alojar, normalmente não causando qualquer dano ao hospedeiro.

ver também


- Plantas do Brasil


- [http://tolweb.org/tree?group=Green_plants&contgroup=Eukaryotes Tree of Life], Paul Kenrick e Peter Crane (1996), David J. Patterson e Mitchell L. Sogin (2000).
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/plants/plantaesy.html Univ.California, Berkeley - Classificação das Plantas] Categoria:Biologia Categoria:Botânica ja:植物 ms:Tumbuhan simple:Plant


Anthocerophyta

Constituem um pequeno filo com cerca de 100 espécies. Os membros do gênero Anthoceros são os mais familiares dos seis gêneros. Os gametófitos dos antóceros assemelham-se aqueles das hepáticas talosas, mas existem muitas características que indicam um relacionamento relativamente distante. As células da maioria das espécies geralmente tem um único cloroplasto grande, com um pirenóide, como na alga verde Coleochaete. Algumas especies de antóceros apresentam células contendo muitos cloroplastos pequenos sem pirenóides, como a maior parte das células vegetais, mas mesmo nesses antóceros a célula apical contém um único plastídio, refletindo a condição ancestral. Os gametófitos dos antóceros são frequentemente semelhantes a rosetas e suas ramificações dicotômicas frequentemente não são aparentes. Geralmente, eles apresentam 1 a 2 cm de diâmetro. Os representantes de Anthoceros apresentam muitas cavidades internas que são habitadas por cianobactérias que fixam nitrogênio e o fornecem para suas plantas hospedeiras. Os gametófitos de algumas espécies de Anthoceros são unissexuados, enquanto outros são bissexuados. Os anterídios e arquegônios estão mergulhados na superfície dorsal do gametófito, com os anterídios agrupados em câmaras. Numerosos esporófitos podem desenvolver-se no mesmo gametófito. O esporófito de Anthoceros, que é uma estrutura vertical alongada, consiste em um pé e uma cápsula longa e cilíndrica, ou esporângio. Um aspecto único dos esporófitos de antóceros é que em seu desenvolvimento inicial um meristema ou zona de células em divisão ativa desenvolve-se entre o pé e o esporângio. Esse meristema basal permanece ativo enquanto as condições são favoráveis para o crescimento. Como resultado, o esporófito continua a alongar-se por um período prolongado de tempo. Ele é verde e tem várias camadas de células fotossintetizantes. Ele é também coberto por uma cutícula e tem estômatos. A presença de estômatos nos esporófitos de antóceros e musgos é considerada como evidência de um importante elo evolutivo com as plantas vasculares. A maturação dos esporos e deiscência do esporângio começa próximo ao seu ápice e estende-se em direção a base à medida que os esporos maturam. Entre os esporos, há estruturas estéreis, alongadas, frequentemente multicelulares que lembram elatérios de hepáticas. O esporângio pronto para a deiscência fende-se longitudinalmente em metades semelhantes a fitas.

Principais gêneros


- Anthoceros
- Dendroceros
- Megaceros
- Notothylas
- Phaeoceros

Artigos relacionados


- Bryophyta (briófitas) Categoria:Biologia Categoria:Briófitas

Sphenophyta



Cycadophyta

As Cicadófitas são uma divisão das plantas tradicionalmente classificadas como gimnospérmicas, por produzirem sementes "nuas", ou seja, não encerradas num ovário. São plantas com folhas coriáceas que se assemelham às das palmeiras - as de maiores dimensões - ou aos fetos. Têm um caule lenhoso, denominado paquicaule, que pode ser aéreo ou subterrâneo, com um crescimento muito lento. Encontram-se neste grupo plantas muito apreciadas para ornamentação, como os Encephalartos e as "palmeiras-sago" ("sago palm" em inglês), não só pelo seu aspecto geral, mas também por as suas inflorescências serem, em geral, grandes cones com a mesma forma das pinhas, muitas vezes com belas cores vivas, entre o amarelo e o cor-de-laranja. Embora haja registos fósseis de cicadófitas desde o período Pérmico da era Paleozóica, elas foram especialmente abundantes na era Mesozóica, especialmente durante o periodo Jurássico - também conhecido como Idade das Cicadófitas. Actualmente encontram-se em todas as regiões tropicais e sub-tropicais do mundo, mas com áreas de distribuição muito restritas.

Biologia

Apesar de tecnicamente serem consideradas plantas lenhosas, as cicadófitas possuem um paquicaule, um tronco grosso mas macio, formado principalmente por tecidos de reserva. As folhas são abastecidas em água e nutrientes através de nervuras que se separam do lado do tronco oposto ao seu ponto de inserção, cercando-o. Estas nervuras em cintura ocorrem em alguns fetos, mas não são conhecidas em mais nenhuma espermatófita. As raizes são heteromórficas - as cicadófitas possuem:
- Raizes contrácteis - presentes especialmente nas plantas juvenis e que servem para manter subterrâneo o sensível apex da planta em crescimento, dando-lhe assim protecção contra a secura ou os fogos que são frequentes em muitas regiões onde elas se desenvolvem;
- Raizes coralóides (por serem avermelhadas) - com curtas ramificações dicotómicas e crescimento apogeotrópico (que crescem em direcção à superfície do solo), que albergam as cianofíceas simbiontes que lhes ajudam a fixar o nitrogênio do ar, contribuindo assim, não só para a nutrição da planta, mas também para enriquecer o solo; e
- Raizes normais - que servem principalmente para fixar a planta ao solo. As cicadófitas são plantas dióicas, ou seja, as estruturas reprodutivas masculinas e femininas nascem em plantas separadas. Como já foi referido, estas estruturas são semelhantes às pinhas (excepto na família Cycadaceae), formados por folhas modificadas, abertas, onde se formam os óvulos e o pólen - os esporófilos. Os microsporófilos (as "flores" masculinas) formam os esporângios na sua face inferior (ou abaxial). Os esporângios deixam sair o pólen por fendas, que se abrem quando aquele está maduro. Os grãos de pólen são cimbiformes, monosulcados e apresentam simetria bilateral. Os anterozóides são grandes, multiflagelados e móveis. Os megasporófilos (as "flores" femininas) das Cycadaceae apresentam as folhas férteis organizadas em roseta, com crescimento contínuo. As sementes são grandes e têm um tegumento com duas camadas, uma interna, lenhosa e uma externa, muitas vezes colorida e carnuda. O endosperma é haplóide (derivado do gametófito) e o embrião tem dois cotilédones, geralmente unidos pelas extremidades; a germinação é criptocotular.

Ecologia

As cicadófitas desenvolvem-se em diferentes habitates, mas geralmente em regiões tropicais. Algumas espécies crescem no interior das florestas, tanto em florestas tropicais, como em florestas “secas”, ocasionalmente chegando à parte superior da floresta. Outras vivem em pequenos grupos em savanas e as espécies de Encephalartos, endémicas da África oriental, desenvolvem-se em regiões subáridas e podem suportar geada e até neve. As interacções biológicas entre as cicadófitas são muito importantes, uma vez que asseguram a polinização, dispersão das sementes e a aquisição de nutrientes nitrogenados. Durante muito tempo, pensou-se que a polinização das cicadófitas era anemófila e, portanto, um acontecimento difícil de acontecer nas plantas que vivem dentro de florestas onde sopra muito pouco vento. No entanto, investigaçõe recentes demonstraram que vários insetos pequenos são os responsáceis pela polinização e algumas espécies de cicadófitas produzem calor ou odores para atrair estes vectores animais. As sementes das cicadófitas são grandes e ostentam muitas vezes cores vivas, como vermelho, púrpura ou amarelas, que ficam patentes nos grandes cones onde podem ser atraídos por aves e mamíferos que ajudam na sua dispersão. Outra das interacções biológicas que as cicadófitas desenvolveram foi a associação com bactérias fotossintéticas, como a Anabaena. Estas cianobactérias encontram-se em raizes modificadas, com a aparência de coral, as raizes coralóides. Estas raizes crescem para fora do solo, ficando assim expostas à luz solar, que as cianobactérias usam na fotossíntese. Em contrapartida, as bactérias fornecem à planta os nutrientes nitrogenados de que ela necessita.

Muitas cicadófitas encontram-se à beira da extinção

Apesar de terem sido muito abundantes em tempos pré-históricos, actualmente existem muito poucas espécies de cicadófitas e algumas encontram-se à beira da extinção (como as Microcycas em Cuba). Os perigos que elas encaram são a destruição dos seus habitats, como as florestas tropicais, e o seu lento crescimento e reprodução infrequente. No entanto, como elas têm um aspecto atractivo, com as suas folhas grandes e lustrosas, muitas cicadófitas foram adoptadas por jardins públicos e privados em todo o mundo. Várias instituíções têm programas para a reprodução artificial de várias espécies, mas esse esforço não é suficiente, uma vez que é necessário manter a diversidade genética das populações naturais. Neste momento, de forma a proteger as populações naturais, cinco géneros estão cobertos por leis internacionais que proíbem o comércio de sementes selvagens.

Famílias de cicadófitas

Existem actualmente três famílias de cicadófitas, com as características listadas abaixo:
- Cycadaceae
  - Esporófilos femininos não agregados em cones
  - Folíolos com uma única nervura central, sem ramificações
  - Germinação platispérmica
  - Carpófilos multi-ovulados
  - Óvulos ascendentes
  - Estípulas ausentes
  - Vernação circinada
- Zamiaceae
  - Esporófilos femininos agregados em cones
  - Folíolos com nervuras ramificadas
  - Germinação radiospérmica
  - Carpófilos bi-ovulados
  - Óvulos invertidos
  - Estípulas ausentes
  - Vernação simples
- Stangeriaceae
  - Esporófilos femininos agregados em cones
  - Folíolos com nervuras ramificadas
  - Germinação radiospérmica
  - Carpófilos bi-ovulados
  - Óvulos invertidos
  - Estípulas presentes
  - Vernação circinada :’’’Ver também:’’’
- [http://plantnet.rbgsyd.gov.au/PlantNet/cycad/index.html Royal Botanic Gardens Sydney - Cicadófitas]
- [http://academic.reed.edu/biology/Nitrogen/Nfix1.html Fixação de nitrogênio] Categoria:Botânica

Coniferophyta

As coníferas são as plantas gimnospérmicas da divisão Coniferophyta (ou Pinophyta), na sua maior parte árvores, mas também arbustos escandentes, presentes nas regiões tropicais e temperadas do planeta, onde são a principal componente da flora alpina. São os vegetais capazes de viver mais tempo. Entre os pinheiros da Califórnia, há exemplares com mais de 4.600 anos. No Hemisfério Norte, as coníferas formam extensos bosques em zonas de clima rigoroso que não podem ser povoadas por outras árvores. Exemplos de coníferas são as árvores do género Pinus, como os pinheiros da europa (P. pinaster, P. pinea, P. sylvestris, etc.), os abetos, os chamaciparis, as sequóias, os cedros, os ciprestes, as araucárias (pinheiros-do-paraná), etc. As sequóias da Califórnia são consideradas gigantes por sua altura e robustez, uma vez que chegam a medir mais de 100 m de altura e podem viver mais de 3.000 anos.

Morfologia

As folhas da maior parte das coníferas são agulhas longas e finas, mas as Cupressaceae e algumas Podocarpaceae têm folhas em forma de escama. Os estomas encontram-se em linhas ou manchas nas folhas e podem fechar-se quando o tempo está demasiado seco ou frio. As folhas são geralmente verdes escuras o que ajuda a absorver o máximde de energia do fraco calor solar das altas latitudes ou por baixo das copas duma floresta. Na maior parte dos géneros, as folhas são persistentes, geralmente conservando-se por vários anos antes de cairem. A súber das sequóias pode atingir a espessura de 50 cm.

Reprodução

A maior parte das coníferas são monóicas, mas algumas são subdióicas ou mesmo dióicas. No entanto, em geral os órgãos masculinos e femininos encontram-se em estruturas separadas, chamadas estróbilos (também chamados cones ou pinhas, no caso dos pinheiros). Nas Pinaceae, Araucariaceae, Sciadopityaceae e na maioria das Cupressaceae, os cones são lenhosos e, quando amadurecem, as escamas geralmente abrem para libertar as sementes, que podem ser dispersas pelo vento ou por animais. Noutras espécies, como os abetos, os cones podem desintegrar-se e, ainda noutras, os cones são carnudos e comidos pelos animais, que libertam as sementes com as suas fezes. Os cones maduros podem permanecer na planta durante longos períodos como, por exemplo, em certas espécies de pinheiros que estão adaptados a fogos regulares, as sementes podem ficar dentro dos cones fechados até 60-80 anos, sendo libertadas apenas quando um fogo mata a árvore. 2:http://en.wikipedia.org/upload/3/35/English_Yew_close_250.jpg O arilo é um cone extremamente modificado de muitas espécies das famílias Podocarpaceae, Cephalotaxaceae, Taxaceae e de uma espécie de Cupressaceae (Juniperus), que evoluiu no sentido da dispersão das sementes pelos animais. Os cones masculinos têm estruturas chamadas microsporângios que produzem um pólen amarelado, que é geralmente levado pelo vento até aos cones femininos. Os grãos de pólen das coníferas actuais produzem tubos polínicos como a maioria das angiospermas, onde se dá a meiose para a fertilização do gametófito feminino. O zigoto desenvolve-se num embrião que, em conjunto com o seu tegumento, se transforma numa semente. Os esporângios femininos localizam-se em órgãos de forma cônica, chamados pinhas, frequentemente cobertos por escamas endurecidas (carpelos). As escamas encaixam-se perfeitamente umas nas outras e só se abrem depois da fecundação, para liberar a semente. As pinhas são as flores femininas, (por vezes podem ser outras estruturas, diferentes de pinhas, como gálbulas, entre outras menos comuns).

Classificação e filogenia das gimnospérmicas

semente Tradicionalmente, a divisão Pinophyta incluía todas as gimnospermas, mas este agrupamento seria polifilético por incluir plantas distintas como as cicadófitas e o Ginkgo, que têm uma filogenia diferente das coníferas. A divisão contém apenas uma classe, Pinopsida, que já esteve dividida em duas ordens, Pinales e Taxales, mas estudos genéticos recentes mostraram que estes dois grupos são um clade monofilético. No entanto, estão descritas outras classes e ordens de coníferas extintas, particularmente das eras Mesozóica e Paleozóica superior.

Curiosidades

Os seres vivos mais altos, mais corpulentos e mais velhos que existem na Terra pertencem às pinófitas. O mais alto é uma sequóia com uma altura de 112,34 m. O mais corpulento é uma outra sequoia que tem um volume de 1486,9 m3. A árvore com o maior diâmetro do tronco é um cipreste de Montezuma, com 11,42 m de diâmetro e a mais velha é um pinheiro com 4,700 anos. Apesar do número total de espécies de coníferas seja relativamente pequeno, elas têm uma imensa importância ecológica, uma vez que são as plantas dominantes em vastas áreas da terra, principalmente nas florestas boreais, mas também em montanhas com clima semelhante em regiões temperadas ou tropicais. Muitas coníferas produzem resina para proteger a árvore da infestação por insectos ou fungos. O âmbar é resina fossilizada. Muitas espécies destas árvores têm um grande valor económico, principalmente para a produção de madeira. Categoria:Botânica

Recursos exteriores à Wikipédia

[http://www.biomania.com.br/botanica/gimnosperma.php Biomania Brasil] categoria:coníferas ja:針葉樹

Gimnosperma

As gimnospérmicas ou gimnospermas são plantas vasculares com sementes. O termo provém das palavras gregas "gimnos" = "nu" e "spermos" = "semente". Este termo é aplicado porque as sementes destas plantas não estão encerradas num ovário como acontece nas angiospérmicas): as sementes das gimnospérmicas estão, por seu lado, desprotegidas, inseridas em escamas que formam uma estrutura mais ou menos cónica (pinha). As gimnospérmicas já foram consideradas uma Divisão do Reino Plantae, mas recentemente descobriu-se que este agrupamento era polifilético. Actualmente, consideram-se as plantas anteriormente classificadas como gimnospérmicas nas seguintes Divisões:
- Pinophyta - os pinheiros e plantas semelhantes;
- Cycadophyta - as Cycas, Encephalatos, etc.;
- Gnetophyta - o Gnetum; e
- Gingkophyta (ou Ginkgoales) - o Gingko. Categoria:Botânica Temos aqui as principais características das gimnospermas: -São os pinheiros, ciprestes e sequéias; -Tem raís, caule, folhas, sementes; -Não apresentam frutos; -Sua estruura reprodutiva é o estróbito (pinha); -Existe a planta masculina e feminina.


- [http://www.biomania.com.br/botanica/gimnosperma.php Biomania Brasil]
- [http://www.ucmp.berkeley.edu/seedplants/seedplantssy.html Univ.California, Berkeley - Seed Plants] ja:裸子植物

Anthophyta

As Angiospermas ou angiospérmicas, (das palavras gregas que significam sementes escondidas) - as plantas com flores - agrupadas na Divisão Magnoliophyta ou Anthophyta, do grupo das Espermatófitas, são o maior e mais moderno grupo de plantas, englobando cerca de 230 mil espécies. As principais características das Angiospermas incluem óvulos e grãos de pólen encerrados em folhas modificadas inteiramente fechadas sobre eles, respectivamente o carpelo e a antera. Estes órgãos podem encontrar-se juntos ou separados em estruturas especializadas, as flores. Estas por sua vez são normalmente providas de um cálice (as sépalas) e uma corola (as pétalas), que têm a função de proteger os órgãos reprodutivos, ao mesmo tempo que podem atrair insetos polinizadores pelo seu colorido intenso, seu perfume, ou suas formas diferenciadas. Quando os carpelos são fertilizados e seus óvulos fecundados, desenvolve-se a semente em uma estrutura fechada, o fruto. Os frutos podem ser secos e capsulares, ou carnosos, e sua estrutura está ligada ao tipo de dispersão a que as sementes são submetidas. Angio significa proteção, e sperma significa semente. Desta forma, as Angiospermas são aquelas plantas cujas sementes estão protegidas, encerradas em um fruto pelo menos até o momento da sua maturação. As Angiospermas dividem-se tradicionalmente em duas grandes classes:
- Dicotiledôneas (ou Dicotyledoneae, ou Magnoliopsida), representada por uma imensa variedade de vegetais, inclusive as leguminosas, magnólias, margaridas e ipês; e
- Monocotiledóneas (ou Monocotyledoneae, ou Liliopsida), que incluem lírios, bromélias, palmeiras e orquídeas


- [http://delta-intkey.com/angio/ L. Watson and M.J. Dallwitz (1992 onwards). The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, information retrieval.]
- http://delta-intkey.com
- [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/site/angiosperma/angio_menu.html Angiosperma (Português)] Categoria:Biologia Categoria:Botânica ja:被子植物門 ms:Angiosperm

Angiosperma

As Angiospermas ou angiospérmicas, (das palavras gregas que significam sementes escondidas) - as plantas com flores - agrupadas na Divisão Magnoliophyta ou Anthophyta, do grupo das Espermatófitas, são o maior e mais moderno grupo de plantas, englobando cerca de 230 mil espécies. As principais características das Angiospermas incluem óvulos e grãos de pólen encerrados em folhas modificadas inteiramente fechadas sobre eles, respectivamente o carpelo e a antera. Estes órgãos podem encontrar-se juntos ou separados em estruturas especializadas, as flores. Estas por sua vez são normalmente providas de um cálice (as sépalas) e uma corola (as pétalas), que têm a função de proteger os órgãos reprodutivos, ao mesmo tempo que podem atrair insetos polinizadores pelo seu colorido intenso, seu perfume, ou suas formas diferenciadas. Quando os carpelos são fertilizados e seus óvulos fecundados, desenvolve-se a semente em uma estrutura fechada, o fruto. Os frutos podem ser secos e capsulares, ou carnosos, e sua estrutura está ligada ao tipo de dispersão a que as sementes são submetidas. Angio significa proteção, e sperma significa semente. Desta forma, as Angiospermas são aquelas plantas cujas sementes estão protegidas, encerradas em um fruto pelo menos até o momento da sua maturação. As Angiospermas dividem-se tradicionalmente em duas grandes classes:
- Dicotiledôneas (ou Dicotyledoneae, ou Magnoliopsida), representada por uma imensa variedade de vegetais, inclusive as leguminosas, magnólias, margaridas e ipês; e
- Monocotiledóneas (ou Monocotyledoneae, ou Liliopsida), que incluem lírios, bromélias, palmeiras e orquídeas


- [http://delta-intkey.com/angio/ L. Watson and M.J. Dallwitz (1992 onwards). The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, information retrieval.]
- http://delta-intkey.com
- [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/site/angiosperma/angio_menu.html Angiosperma (Português)] Categoria:Biologia Categoria:Botânica ja:被子植物門 ms:Angiosperm





Cotilédone

Cotilédones são as folhas primordiais dos embriões das plantas com sementes, e são sempre as primeiras a irromperem durante a germinação das sementes. São, em sua maioria, estruturalmente diferentes das outras folhas, contendo reservas de nutrientes que alimentam a plântula em desenvolvimento, enquanto esta não pode ainda produzir alimento suficiente através da fotossíntese. Categoria:Botânica

Pinophyta

As coníferas são as plantas gimnospérmicas da divisão Coniferophyta (ou Pinophyta), na sua maior parte árvores, mas também arbustos escandentes, presentes nas regiões tropicais e temperadas do planeta, onde são a principal componente da flora alpina. São os vegetais capazes de viver mais tempo. Entre os pinheiros da Califórnia, há exemplares com mais de 4.600 anos. No Hemisfério Norte, as coníferas formam extensos bosques em zonas de clima rigoroso que não podem ser povoadas por outras árvores. Exemplos de coníferas são as árvores do género Pinus, como os pinheiros da europa (P. pinaster, P. pinea, P. sylvestris, etc.), os abetos, os chamaciparis, as sequóias, os cedros, os ciprestes, as araucárias (pinheiros-do-paraná), etc. As sequóias da Califórnia são consideradas gigantes por sua altura e robustez, uma vez que chegam a medir mais de 100 m de altura e podem viver mais de 3.000 anos.

Morfologia

As folhas da maior parte das coníferas são agulhas longas e finas, mas as Cupressaceae e algumas Podocarpaceae têm folhas em forma de escama. Os estomas encontram-se em linhas ou manchas nas folhas e podem fechar-se quando o tempo está demasiado seco ou frio. As folhas são geralmente verdes escuras o que ajuda a absorver o máximde de energia do fraco calor solar das altas latitudes ou por baixo das copas duma floresta. Na maior parte dos géneros, as folhas são persistentes, geralmente conservando-se por vários anos antes de cairem. A súber das sequóias pode atingir a espessura de 50 cm.

Reprodução

A maior parte das coníferas são monóicas, mas algumas são subdióicas ou mesmo dióicas. No entanto, em geral os órgãos masculinos e femininos encontram-se em estruturas separadas, chamadas estróbilos (também chamados cones ou pinhas, no caso dos pinheiros). Nas Pinaceae, Araucariaceae, Sciadopityaceae e na maioria das Cupressaceae, os cones são lenhosos e, quando amadurecem, as escamas geralmente abrem para libertar as sementes, que podem ser dispersas pelo vento ou por animais. Noutras espécies, como os abetos, os cones podem desintegrar-se e, ainda noutras, os cones são carnudos e comidos pelos animais, que libertam as sementes com as suas fezes. Os cones maduros podem permanecer na planta durante longos períodos como, por exemplo, em certas espécies de pinheiros que estão adaptados a fogos regulares, as sementes podem ficar dentro dos cones fechados até 60-80 anos, sendo libertadas apenas quando um fogo mata a árvore. 2:http://en.wikipedia.org/upload/3/35/English_Yew_close_250.jpg O arilo é um cone extremamente modificado de muitas espécies das famílias Podocarpaceae, Cephalotaxaceae, Taxaceae e de uma espécie de Cupressaceae (Juniperus), que evoluiu no sentido da dispersão das sementes pelos animais. Os cones masculinos têm estruturas chamadas microsporângios que produzem um pólen amarelado, que é geralmente levado pelo vento até aos cones femininos. Os grãos de pólen das coníferas actuais produzem tubos polínicos como a maioria das angiospermas, onde se dá a meiose para a fertilização do gametófito feminino. O zigoto desenvolve-se num embrião que, em conjunto com o seu tegumento, se transforma numa semente. Os esporângios femininos localizam-se em órgãos de forma cônica, chamados pinhas, frequentemente cobertos por escamas endurecidas (carpelos). As escamas encaixam-se perfeitamente umas nas outras e só se abrem depois da fecundação, para liberar a semente. As pinhas são as flores femininas, (por vezes podem ser outras estruturas, diferentes de pinhas, como gálbulas, entre outras menos comuns).

Classificação e filogenia das gimnospérmicas

semente Tradicionalmente, a divisão Pinophyta incluía todas as gimnospermas, mas este agrupamento seria polifilético por incluir plantas distintas como as cicadófitas e o Ginkgo, que têm uma filogenia diferente das coníferas. A divisão contém apenas uma classe, Pinopsida, que já esteve dividida em duas ordens, Pinales e Taxales, mas estudos genéticos recentes mostraram que estes dois grupos são um clade monofilético. No entanto, estão descritas outras classes e ordens de coníferas extintas, particularmente das eras Mesozóica e Paleozóica superior.

Curiosidades

Os seres vivos mais altos, mais corpulentos e mais velhos que existem na Terra pertencem às pinófitas. O mais alto é uma sequóia com uma altura de 112,34 m. O mais corpulento é uma outra sequoia que tem um volume de 1486,9 m3. A árvore com o maior diâmetro do tronco é um cipreste de Montezuma, com 11,42 m de diâmetro e a mais velha é um pinheiro com 4,700 anos. Apesar do número total de espécies de coníferas seja relativamente pequeno, elas têm uma imensa importância ecológica, uma vez que são as plantas dominantes em vastas áreas da terra, principalmente nas florestas boreais, mas também em montanhas com clima semelhante em regiões temperadas ou tropicais. Muitas coníferas produzem resina para proteger a árvore da infestação por insectos ou fungos. O âmbar é resina fossilizada. Muitas espécies destas árvores têm um grande valor económico, principalmente para a produção de madeira. Categoria:Botânica

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[http://www.biomania.com.br/botanica/gimnosperma.php Biomania Brasil] categoria:coníferas ja:針葉樹

Genética

Genética (do grego genno γεννώ = fazer nascer) é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos. Ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração. A termo genética foi primeiramente aplicado para descrever o estudo da variação e hereditariedade, pelo cientista William Bateson numa carta dirigida a Adam Sedgewick, datada de 18 de Abril de 1905. Os humanos, já no tempo da pré-história utilizavam conhecimentos de genética através da domesticação e do cruzamento selectivo de animais e plantas. Actualmente, a genética proporciona ferramentas importantes para a investigação das funções dos genes, isto é, a análise das interacções genéticas. No interior dos organismos, a informação genética está normalmente contida nos cromossomas, onde é representada na estrutura química da molecula de DNA. Os genes codificam a informação necessária para a síntese de proteínas. Por sua vez as proteínas influenciam, em grande parte, o fenótipo final de um organismo. Note-se que o conceito de "um gene, uma proteína" é simplista: por exemplo, um único gene poderá produzir múltiplos produtos, dependendo de como a transcrição é regulada.

História

Em 1865, Gregor Mendel estabeleceu pela primeira vez os padrões de hereditariedade de algumas características existentes em ervilheiras, mostrando que obedeciam a regras estatísticas simples. Embora nem todas as características mostrem estes padrões de hereditariedade mendeliana, o trabalho de Mendel provou que a aplicação da estatística à genética poderia ser de grande utilidade. Desde essa altura, padrões mais complexos de hereditariedade foram demonstrados. A partir da sua análise estatística, Mendel definiu o conceito de alelo como sendo a unidade fundamental da hereditariedade. O termo "alelo" tal como Mendel o utilizou, expressa a ideia de "gene", enquanto que nos nossos dias ele é utilizado para especificar uma variante de um gene. Só depois da morte de Mendel é que o seu trabalho foi redescoberto, entendido (início do século XX) e lhe foi dado o devido valor por cientistas que então trabalhavam em problemas similares. Mendel não tinha conhecimento da natureza física dos genes. Actualmente sabemos que a informação genética está contida no DNA (alguns vírus têm a informação genética contida em RNA). A manipulação do DNA pode alterar a hereditariedade e as características dos organismos.

Cronologia de descobertas importantes

:1859 Charles Darwin publica A origem das espécies :1865 Gregor Mendel publica Experimentos em hibridação vegetal :1903 Cromossomas descobertos como sendo as unidades da hereditariedade :1905 O biólogo William Bateson utiliza o termo "genética" numa carta dirigida a Adam Sedgwick :1910 Thomas Hunt Morgan demonstra que os genes estão localizados nos cromossomas :1913 Alfred Sturtevant elabora o primeiro mapa genético de um cromossoma :1918 Ronald Fisher publica On the correlation between relatives on the supposition of Mendelian inheritance - a sintese moderna dá os seus primeiros passos :1913 Mapas genéticos mostram cromossomas contendo arranjos lineares de genes :1927 Mudanças físicas nos genes são denominadas mutações :1928 Frederick Griffith descobre uma molécula de hereditariedade que é transmissível entre bactérias :1931 Sobrecruzamento (Crossing over) é a causa da recombinação genética :1941 Edward Lawrie Tatum e George Wells Beadle demonstram que os genes codificam proteínas; ver o dogma central da genética original :1944 Oswald Theodore Avery, Colin McLeod e Maclyn McCarty isolam o DNA como sendo material genético (na altura chamado princípio transformante) :1950 Erwin Chargaff mostra que os quatro nucleótidos não estão presentes no ácido nucleico em proporções estáveis, mas que algumas regras básicas se aplicam (quantidade de timina igual à de adenina). Barbara McClintock descobre transposões no milho :1952 A experiência de Hershey-Chase prova que a informação genética de fagos e de todos os outros organismo é composto por DNA :1953 A estrutura do DNA (dupla hélice) é descoberta por James D. Watson e Francis Crick :1956 Jo Hin Tjio e Albert Levan estabelecem que o número correcto de cromossomas na espécie humana é de 46 (n=23) :1958 A experiência de Meselson-Stahl demonstra que o DNA tem uma replicação semi-conservativa :1961 O código genético está organizado em tripletos :1964 Howard Temin mostra, usando vírus de RNA, que o dogma central de Watson não é sempre verdade :1970 Enzimas de restrição são descobertas em estudos com a Haemophilius influenzae, permitindo assim aos cientistas o corte do DNA e a sua transferêcia entre organismos :1977 DNA é sequenciado pela primeira vez por Fred Sanger, Walter Gilbert e Allan Maxam. O laboratório de Sanger completa a sequência completa do genoma de Bacteriófago Phi-X174 :1983 Kary Banks Mullis descobre a reacção de polimerização em cadeia (:en:PCR), proporcionando um meio fácil de amplificar DNA :1989 Um gene humano é sequenciado pela primeira vez por Francis Collins e Lap-Chee Tsui: codifica uma proteína que no seu estado defeituoso provoca a fibrose cística :1995 O genoma de Haemophilus influenzae é o primeiro de um organismo vivo a ser sequenciado :1996 Primeiro genoma de um eucariota a ser sequenciado: Saccharomyces cerevisiae :1998 É publicada a primeira sequência genómica de um organismo eucariota multicelular: C. elegans :2001 Primeiro rascunho da sequência do genoma humano é publicado :2003 (14 de Abril) 99% do genoma humano foi sequenciado pelo Projecto do Genoma Humano (com uma precisão de 99,99%) [http://www.genoscope.cns.fr/externe/English/Actualites/Presse/HGP/HGP_press_release-140403.pdf]

Áreas da genética

Genética clássica

A genética clássica consiste nas técnicas e métodos da genética, anteriores ao advento da biologia molecular. Depois da descoberta do código genético e de ferramentas de clonagem utilizando enzimas de restrição, os temas abertos à investigação científica em genética sofreram um aumento considerável. Algumas ideias da genética clássica foram abandonadas ou modificadas devido ao aumento do conhecimento trazido por descobertas de índole molecular, embora algumas ideias aindam permaneçam intactas, como a hereditariedade mendeliana. O estudo dos padrões de hereditariedade continuam ainda a ser uma ferramenta útil no estudo de doenças genéticas.

Genética molecular

A genética molecular tem as suas fundações na genética clássica, mas dá um enfoque maior à estrutura e função dos genes ao nível molecular. A genética molecular emprega os métodos quer da genética clássica (como por exemplo a hibridação) quer da biologia molecular. é assim chamada para se poder distinguir de outros ramos da genética como a ecologia genética e a genética populacional. Uma área importante dentro da genética molecular é aquela que usa a informação molecular para determinar os padrões de descendência e daí avaliar a correcta classificação científica dos organismos: chamada sistemática molecular. O estudo das características herdadas e que não estão estritamente associadas a mudanças na sequência do DNA dá-se o nome de epigenética. Alguns autor defendem que a vida pode ser definida, em termos moleculares, como o conjunto de estratégias que os polinucleótidos de RNA usaram e continuam a usar para se perpectuar a eles próprios. Esta definição baseia-se em trabalho dirigido para conhecer a origem da vida, estando associada à hipótese do RNA.

Genética populacional, genética quantitativa e ecologia genética

A genética populacional, a genética quantitativa e a ecologia genética são ramos próximos da genética que também se baseiam nas premissas da genética clássica, suplementadas pela moderna genética molecular. Estudam as populações de organismos retirados da natureza mas diferem de alguma maneira na escolha do aspecto do organismo que irão focar. A disciplina essencial é a genética populacional, que estuda a distribuição e as alterações das frequências dos alelos que estão sob influência das forças evolutivas: selecção natural, deriva genética, mutação e migração. É a teoria que tenta explicar fenómenos como a adaptação e a especiação. O ramo da genética quantitativa, construído a partir da genética populacional, tenciona fazer predições das respostas da selecção natural, tendo como ponto de partida dados fenotípicos e dados das relações entre indivíduos. A ecologia genética é por sua vez baseada nos princípios básico da genética populacional, mas tem o seu enfoque principal nos processoa ecológicos. Enquanto que a genética molecular estuda a estrutura e função dos genes ao nível molecular, a ecologia genética estuda as populações selvagens de organismos e tenta deles recolher dados sobre aspectos ecológicos e marcadores moleculares que estes possuam.

Genómica

A genómica é um desenvolvimento recente da genética. Estuda os padrões genéticos de larga escala que possam existir no genoma (e em todo o DNA) de uma espécie em particular. Este ramo da genética depende da existência de genomas completamente sequenciados e de ferramentas computacionais desenvolvidas pela bioinformática que permitam a análise de grandes quantidades de dados.

Disciplinas relacionadas

A ciência que derivou da união da bioquímica e genética é vulgarmente conhecida como biologia molecular. O termo "genética" é vulgarmente utilizado para denominar o processo de engenharia genética, onde o DNA de um organismo é modificado para se obter um fim de utilidade prática. No entanto, a maior parte da investigação em genética é direccionada para a explicação do efeito dos genes no fenótipo e para o papel dos genes nas populações.

Geneticístas


- Thomas Hunt Morgan
- Gregor Mendel

Artigos relacionados


- Plasmídeo
- PCR
- DNA
- Algoritmo genético

Publicações


- Genetics
- Journal of Genetics
- Annals of Human Genetics
- Heredity

Ligações externas


- Genética avançada
- [http://www.journals.uchicago.edu/AJHG/home.html American Journal of Human Genetics]
- Rvisões anuais de genética
- [http://www.nature.com/ejhg/ European Journal of Human Genetics]
- [http://www.genesdev.org/ Genes and Development]
- [http://hmg.oupjournals.org/ Human Molecular Genetics]
- [http://jhered.oupjournals.org/ Journal of Heredity]
- [http://www.nature.com/ng/ Nature Genetics]
- Nature Reviews Genetics ([http://www.nature.com/nrg/index.html journal home])
- [http://www.nature.com/genomics/ Nature Genome Gateway]
- [http://www.jpharmacogenetics.com/ Pharmacogenetics]
- Journal of Medical Genetics

Outros


- [http://www.brasilescola.com/biologia/genetica.htm Genética] - www.brasilescola.com/biologia/genetica.htm
- [http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/genetica Genética e Projeto Genoma Humano] -
- [http://www.jbpub.com/connections Exploring the Way Life Works]
- [http://gslc.genetics.utah.edu Genetic Science Learning Center]
- [http://www.jic.bbsrc.ac.uk/corporate/Library/letter.html Letter to Adam Sedgwick in 1905 from William Bateson]
- [http://www.ornl.gov/sci/techresources/Human_Genome/genetics.shtml The Virtual Library on Genetics] categoria:genética ja:遺伝学 ko:유전학 ms:Genetik simple:Genetics th:พันธุศาสตร์

Célula

As células são as unidades estruturais e funcionais dos organismos vivos. A célula representa a menor porção de matéria viva dotada da capacidade de auto-duplicação independente. As células foram descobertas em 1665 pelo inglês Robert Hooke. Ao examinar em um microscópio rudimentar uma lâmina de cortiça, Hooke verificou ser ela constituída por cavidades poliédricas, às quais chamou de células (do latim cella, pequena cavidade). Na realidade Hooke observou paredes de células vegetais mortas. As células são envolvidas pela membrana celular e preenchidas com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, o citoplasma em que encontram-se dispersos organelos (por vezes escrito organelas, organóides, orgânulos ou organitos). As formas mais simples de vida são organismos unicelulares que se propagam por cissiparidade. As células podem também constituir arranjos ordenados, os tecidos. De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:
- Células Procariontes
- Células Eucariontes

Células Procariontes

As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. Sua principal característica é a ausência de cariomembrana individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelos e pelo pequeno tamanho que acredita-se se deva ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucariontes, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas). Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma. A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:
- Bactérias
- Cianófitas (algas cianofíceas, algas azuis ou ainda Cyanobacteria)
- PPLO ("pleuro-pneumonia like organisms")

Células incompletas

As bactérias dos grupos das rickettsias e das clamídias são muito pequenas, sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só proliferarem no interior de outras células completas, sendo, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios. Diferem dos vírus por apresentarem:
- conjuntamente DNA e RNA;
- parte da máquina de síntese celular necessária para reproduzirem-se;
- uma membrana semipermeável, através da qual realizam as trocas com o meio envolvente.

Células Eucariontes

As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células. É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes. Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. Acredita-se que a célula "primitiva" tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse. Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram, adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi, vacúolos, lisossomos e outras. Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro uma célula mais pequena mas com melhores características, fornecendo uma o refúgio à mais pequena e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra. Nesse grupo encontram-se:
- Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos vacúolos)
- Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente, apenas, um grande vacúolo central) Outros componentes celulares:
- Cílios e Flagelos
- Cromossomos


- Os Vírus
- Biologia Celular
- Citologia
- Ciclo celular
- Divisão celular
- Mitose
- Meiose Categoria:Citologia ja:細胞 ko:세포 ms:Sel simple:Cell th:เซลล์ (ชีววิทยา)

Tecido

Tecidos podem ser várias coisas:
- Tecidos biológicos.
  - Tecido ósseo.
- Tecidos para confeções, têxtil.

Biodiversidade

Biodiversidade ou diversidade biológica (grego bios, vida) é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito tem adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos consciencializados no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas décadas do Século XX. Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos. A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementariedade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência.

Níveis de Biodiversidade

O termo diversidade biológica foi criado por Thomas Lovejoy em 1980, ao passo que a palavra Biodiversidade foi usada pela primeira vez pelo entomologista E. O. Wilson em 1986, num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). A palavra "Biodiversidade" foi sugerida a Wilson pelo pessoal do NRC a fim de substituir diversidade biológica, expressão considerada menos eficaz em termos de comunicação. Não há uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas. Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
- diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.
- diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
- diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético. A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar, mas há uma tendência da ciência oficial em reduzir toda a diversidade ao estudo dos genes. Isto leva ao próximo tópico.

Abordagens da Biodiversidade


- Para os biólogos geneticistas, a Biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
- Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a Biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
- Para os ecólogos, a Biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótopo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que os envolvem. A cultura humana tem sido determinada pela Biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico. É fonte primária de recursos para a vida diária, fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada Agrobiodiversidade. Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de produção" (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água, moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais. Se os recursos naturais são de interesse econômico para a comunidade, sua importância econômica é também crescente. Novos produtos são desenvolvidos graças a biotecnologias, criando novos mercados. Para a sociedade, a biodiversidade é também um campo de trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes recursos. Finalmente, o papel da Biodiversidade é "ser um espelho das nossas relações com as outras espécies de seres vivos", uma visão ética dos direitos, deveres, e educação. Veja também:
- ecoturismo
- diversidade cultural
- comida típica.

Pontos críticos da Biodiversidade

Um ponto crítico (hot spot) de Biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos Alguns deles:
- O Brasil tem 1/5 da Biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5 000 de vertebrados, 10-15 milhões de insetos, milhões de microrganismos.
- A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais. Veja também:
- Biogeografia
- Floresta Amazônica
- Mata Atlântica
- Inventário das espécies
- Extinção.

Biodiversidade: tempo e espaço

A Biodiversidade não é estática. É um sistema em constante evolução tanto do ponto de vista das espécies como também de um só organismo. A meia-vida média de uma espécie é de um milhão de anos e 99% das espécies que já viveram na Terra estão hoje extintas. A Biodiversidade não é distribuída igualmente na Terra. Ela é sem dúvida mais rica nos trópicos. Quanto mais próximo das regiões polares, encontram-se números de populações cada vez maiores e uma variedade menor de espécies. Fauna e flora variam de acordo com o clima, altitude, solo e a presença de outras espécies.

O valor econômico da Biodiversidade

Ecólogos e ambientalistas são os primeiros a insistir no aspecto econômico da proteção da diversidade biológica. Deste modo, Edward O. Wilson escreveu em 1992 que a Biodiversidade é uma das maiores riquezas do planeta, e, entretanto, é a menos reconhecida como tal (la biodiversité est l'une des plus grandes richesses de la planète, et pourtant la moins reconnue comme telle). A maioria das pessoas vêem a biodiversidade como um reservatório de recursos que devem ser utilizados para a produção de produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Este conceito do gerenciamento de recursos biológicos provavelmente explica a maior parte do medo de se perderem estes recursos devido à redução da Biodiversidade. Entretanto, isso é também a origem de novos conflitos envolvendo a negociação da divisão e apropriação dos recursos naturais. Uma estimativa do valor da Biodiversidade é uma pré-condição necessária para qualquer discussão sobre a distribuição da riqueza da Biodiversidade. Estes valores podem ser divididos entre:
- valor de uso;
  - uso direto através do turismo, ou de novas substâncias farmacêuticas ganhas através da biodiversidade, etc.;
  - uso indireto, como a polinização de plantas e outros serviços biológicos;
- o não uso, ou valor intrínseco.

Como medir a Biodiversidade?

Do ponto de vista previamente definido, nenhuma medida objetiva isolada de Biodiversidade é possível, apenas medidas relacionadas com propósitos particulares ou aplicações. Para os conservacionistas práticos, essa medida deveria quantificar um valor que é, ao mesmo tempo, altamente compartilhado entre as pessoas localmente afetadas. Para outros, uma definição mais abrangente e mais defensível economicamente, é aquela cujas medidas deveriam permitir a assegurar possibilidades continuadas tanto para a adaptação quanto para o uso futuro pelas pessoas, assegurando uma sus